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Diferente do reality “O Aprendiz”, o republicano vai precisar de um esforço adicional para remover o presidente do Fed do cargo antes do fim do mandato
Donald Trump ficou famoso ao apresentar “O Aprendiz”, programa no qual a habilidade empresarial de um grupo de pessoas era avaliado e aquele que não passava para a próxima fase, era eliminado com a celebre frase: “Você está demitido!”.
Trump foi apresentador do reality show por quase uma década — e talvez por isso ainda traga em si o espírito de demitir quem não o agrada.
Esse é o risco que corre o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Assim como aconteceu no primeiro mandato, Trump voltou a criticar duramente o banco central norte-americano e seu comandante.
Na quinta-feira (17), o republicano exigiu publicamente um corte de juros. Já nesta sexta-feira (18) foi a vez de o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, dizer que o governo está estudando como remover Powell do cargo.
Só que diferente do programa em que Trump demitia aquele participante que, na sua avaliação, não teve um bom desempenho, no caso do Fed é preciso bem mais para que o presidente seja demitido.
Não basta divergir da condução da política monetária ou defender juros mais baixos para tirar Powell do cargo. A seção 10 da lei que regula do Fed é clara: membros do banco central só podem ser demitidos por justa causa.
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E, ainda que Trump manobre para a demissão ocorrer, o republicano não vai ter o que quer.
A eventual demissão de Powell do cargo de presidente do Fed não necessariamente o tira da presidência do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), instância do BC norte-americano que decide sobre os juros — o cargo máximo no Fomc é definido anualmente por seus membros, todo mês de janeiro.
Usualmente, o presidente do Fomc é o presidente do Fed, mas esta não é uma regra estanque.
Tudo leva a crer que se Powell não sair por livre e espontânea pressão, Trump vai ter que aturá-lo até maio de 2026, quando termina o seu mandato.
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