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Enquanto o presidente brasileiro fala em reciprocidade no relacionamento com os EUA, a China se prepara para ser alvo de taxação de 10%
O samba de Donald Trump tem duas notas: imigração e tarifas.
A primeira já está tocando desde a posse, quando o republicano assinou decretos determinando a deportação em massa de ilegais — e acabou atravessando a segunda nota.
Basta lembrar o episódio envolvendo a Colômbia, que se negou a permitir que um avião militar norte-americano pousasse com cidadãos acorrentados e algemados.
Imediatamente, Trump subiu o tom contra Gustavo Petro e disse que colocaria tarifas sobre Bogotá caso o avião não pousasse com os colombianos que estavam ilegalmente nos EUA. Essa história, que você pode relembrar aqui, acabou com um acordo.
A imigração também atravessou o berço do samba. Quando o primeiro avião trazendo brasileiros precisou fazer um pouso de emergência em Manaus antes de seguir para Minas Gerais, Lula pediu explicações.
O petista queria saber os motivos de a aeronave estar com o sistema de ventilação quebrado, piorando as condições de transporte dos passageiros — que já eram ruins: eles estavam algemados e acorrentados pelos pés.
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Mas a relação entre Brasil e EUA saiu desandou de vez na quinta-feira (30), quando Lula prometeu uma relação de reciprocidade com Washington.
“Se ele [Trump] taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade no Brasil em taxar os produtos que são importados dos EUA”, afirmou Lula ontem, referindo-se à situação da Colômbia.
“Ele [Trump] só tem que respeitar a soberania dos outros países. Ele foi eleito para governar os EUA. Outros presidentes foram eleitos para governar outros países", prosseguiu Lula.
Neste sábado (1), é o samba das tarifas que deve ditar o ritmo — e não só para México e Canadá.
Trump disse que a taxação de 25% sobre os produtos importados dos dois países vai entrar em vigor e a Casa Branca confirmou nesta sexta-feira (31), que a China será tarifada em 10%.
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