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Delegações dos EUA e da Rússia se reuniram nesta terça-feira (18) para preparar o terreno para o que pode ser o fim da guerra na Ucrânia e a retomada das relações diplomáticas permanentes entre Washington e Moscou — só que há pedras nesse caminho
Se você é fã de música brasileira e ouvir falar no grande encontro, logo vai associar ao trio formado por Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. Mas este grande encontro, nada tem a ver com os artistas nordestinos.
Embora também envolva um trio — bem menos musical, é verdade — o grande encontro da vez envolve Donald Trump, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.
Desde que voltou à Casa Branca, Trump não tem medido esforços para cumprir a promessa de campanha de acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Para isso, a equipe do presidente norte-americano tem costurado conversas com autoridades russas e ucranianas e pode, ele mesmo, acabar sentando à mesa com Putin.
Nesta terça-feira (18), delegações da Rússia e dos EUA se reuniram para preparar o terreno.
“O objetivo do encontro de hoje foi preparar as conversas para uma futura reunião presencial entre Donald Trump e Vladimir Putin”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
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Embora o encontro entre Trump e Putin não tenha data, parece que está mais perto de acontecer do que a retomada permanente das relações diplomáticas entre Washington e Moscou — essa ainda segue sem conclusão.
Um outro encontro que está sendo costurado é o de Putin com Zelensky.
Mais cedo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o presidente russo está pronto para negociar com o presidente da Ucrânia.
O problema é a condição para isso acontecer.
“O próprio Putin afirmou repetidamente que, se necessário, ele negociará com Zelensky”, disse Peskov.
“Ao mesmo tempo, a fixação legal dos acordos está sujeita a uma discussão séria — levando em conta a realidade que fala da possibilidade de contestar a legitimidade do próprio Zelensky”, acrescentou o porta-voz.
Enquanto o governo de Trump inicia conversas preliminares com autoridades russas sobre o fim da guerra, nos bastidores, a inteligência dos EUA e de aliados próximos mostram que Putin ainda quer controlar toda a Ucrânia.
Os relatos apontam que o presidente russo ainda acredita que pode vencer a resistência da Ucrânia e da Europa para eventualmente controlar todo o território ucraniano.
“Não temos nenhuma informação de que Putin esteja interessado em um acordo de paz real agora", disse um dos membros da inteligência norte-americana em condição de anonimato.
O plano de Trump era conseguir um acordo até a Páscoa, mas se ninguém recuar em nome da paz, é bem provável que assim como aconteceu com Elba, Geraldo e Zé, que esse grande encontro também não aconteça em sua versão original.
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