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Na onda da imposição de tarifas do republicano, o Equador anunciou taxas contra o México, escancarando a porta perigosa da guerra comercial em nível global
Cão que ladra não morde? À primeira vista pode até parecer que Donald Trump não estava falando sério quando esbravejou sobre as tarifas contra o Canadá e o México.
Para quem duvidava, o republicano deu a ordem e no sábado (1) os dois países começaram a ser taxados em 25%. Junto veio um imposto de 10% contra a China.
Os investidores correram do risco nesta segunda-feira (3), temendo o potencial estrago do tarifaço de Trump — o principal deles: a aceleração da inflação ao redor do mundo.
Pouco mais de 48 horas depois de as taxas entrarem em vigor, Trump sentou-se à mesa para negociar.
O primeiro foi o México. Depois do Canadá. Os dois países conseguiram uma pausa de 30 dias nas tarifas dos EUA após uma conversa com o republicano — que se disse muito satisfeito com o resultado inicial da aproximação com os vizinhos.
A próxima na fila é a China. O próprio presidente norte-americano anunciou na rede Truth Social que pretende conversar com as autoridades de Pequim nas próximas horas sobre as tarifas.
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Assim, Trump repete a mesma fórmula de seu primeiro mandato: usar as tarifas como arma para forçar seus principais parceiros comerciais a negociar.
Basta lembrar que em setembro de 2018, o USMCA — como é chamado o acordo entre EUA, México e Canadá — substituía o Nafta, um acordo que Trump vivia dizendo que favorecia apenas os mexicanos e canadenses e que foi reformulado em termos que agradavam mais o republicano.
O problema agora é que outros países se sentem no direito de usar da mesma estratégia de Trump para conseguir pactos mais vantajosos para si.
O Equador, por exemplo, anunciou nesta segunda-feira (3) uma tarifa de 27% sobre produtos importados do México, alegando que o país se beneficia de forma abusiva de acordos bilaterais.
Se a moda pega, a Organização Mundial do Comércio (OMC) terá muito trabalho — para dizer o mínimo.
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