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Enquanto o Brasil tenta acelerar o PIB, um vizinho do continente deve registrar expansão digna da China — quatro vezes maior que a economia brasileira

Um país que até pouco tempo atrás era esquecido até mesmo nas aulas de geografia agora lidera, com folga, o crescimento na América do Sul.
Trata-se da Guiana, o terceiro menor país do subcontinente. Ela vive um boom econômico impulsionado pelas recentes descobertas de campos de petróleo.
De acordo com projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional), a economia do país deve crescer 10,3% neste ano. Para efeito de comparação, a projeção do fundo para o Brasil é de 2,5% — quatro vezes menos.
Desde 2020, o país apresenta taxas de crescimento que fariam inveja até à China, que tem vivido períodos de desaceleração do crescimento nos últimos anos. Em 2022, o PIB guianense chegou a disparar 63%.
A antiga colônia britânica tornou-se um grande produtor de petróleo quase da noite para o dia. Até 2019, a Guiana não produzia uma gota do combustível.
Atualmente, extrai cerca de 650 mil barris de petróleo por dia (bpd), com expectativa de mais que dobrar esse número nos próximos anos.
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Em setembro, o país anunciou a aprovação de uma nova licença de exploração para o projeto marítimo Hammerhead, que será operado pela americana ExxonMobil.
Segundo o Ministério de Recursos Naturais da Guiana, quando o desenvolvimento do campo Hammerhead estiver concluído, em 2029, a produção de petróleo do país deverá atingir 1,5 milhão de barris por dia.
Tamanho crescimento despertou o interesse do vizinho — inclusive militar. A Venezuela chegou a aprovar uma lei que torna a vasta região de Essequibo um dos 24 estados do país.
Em março, o presidente Nicolás Maduro voltou a ameaçar a Guiana, afirmando que o país terá de “aceitar a soberania da Venezuela”.
Com tamanha riqueza em jogo, no entanto, os Estados Unidos já deixaram claro que não ficarão de braços cruzados.
“Se atacassem a Guiana ou a ExxonMobil, seria um dia muito ruim, uma semana muito ruim para eles. Não terminaria bem”, afirmou um alto funcionário americano em coletiva de imprensa.
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