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Enquanto o presidente norte-americano tenta um acordo de paz pouco ortodoxo na Ucrânia, economista do Brooking Institute diz qual é a única coisa que pode segurar o russo no momento

Há pouco mais de dois anos, as manchetes internacionais diziam que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria enfrentando sérios problemas de saúde, possivelmente um câncer. A informação nunca foi confirmada, mas muitos especialistas diziam que o único medo do chefe do Kremlin era a morte.
Talvez eles estivessem certos sobre o temor do russo. Putin segue mais vivo do que nunca, conduzindo sua guerra contra a Ucrânia — que rendeu muitos efeitos colaterais para o povo e para a economia russa.
As sanções impostas pelos EUA e aliados ocidentais fizeram a inflação disparar, o rublo perder valor e deixaram o país com poucas opções no tabuleiro do comércio internacional. Mas nem isso parou Mocou.
A economia da Rússia cresceu 4,1% em 2024, impulsionada, claro, por gastos militares — o maior ritmo de expansão desde 2021, o ano anterior à invasão da Ucrânia.
Segundo o próprio primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, 2025 no entanto, deve ser menos promissor, com previsão de baixo crescimento e inflação acelerada.
Sob a perspectiva econômica, 2025 pode ser um ano mais difícil para a máquina de guerra de Putin, mas nem mesmo o tarifaço de Donald Trump será capaz de pará-la.
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O presidente norte-americano está disposto a colocar um fim à guerra com a Ucrânia — segundo planos vazados, o republicano quer anunciar a suspensão do conflito na Páscoa.
No entanto, as tarifas que têm deixado os parceiros comerciais dos Estados Unidos de cabelo em pé não serão as armas para Trump conseguir a paz no leste da Europa.
Segundo o economista do Brookings Institute, Robin Brooks, a taxação sobre as importações russas "não vão assustar a Rússia a fazer concessões no campo de batalha".
"Com o comércio dos Estados Unidos com a Rússia praticamente zerado, as tarifas terão pouco impacto sobre a máquina de guerra de Vladimir Putin", disse Brooks.
Embora tenham lançado a economia da Rússia em uma recessão em 2022, as sanções não impediram Putin de avançar sobre a Ucrânia.
Mas são elas, segundo Brooks, que podem fazer o russo parar agora. O economista sugere que “sanções adicionais contra a frota fantasma” seriam mais eficazes para chamar a atenção do presidente russo.
A frota fantasma da Rússia se tornou um instrumento essencial para sustentar as exportações de petróleo, desafiando as sanções ocidentais.
Em meados de 2024, essa armada clandestina era responsável por transportar mais de 70% do petróleo e subprodutos da Rússia, minando efetivamente o teto de preço imposto.
A frota compreende mais de 400 navios petroleiros e aproximadamente 200 outros navios, representando cerca de 20% da frota mundial de petroleiros e 7% de outros tipos de embarcações.
A receita gerada por essas operações secretas é substancial: no primeiro semestre de 2024, as receitas de petróleo e gás da Rússia aumentaram 41%, indicando o papel significativo da frota no financiamento dos esforços do Kremlin.
Enquanto as sanções sobre a frota fantasma não vêm, Trump disse na sexta-feira (7) em sua rede social, Truth Social, que está considerando fortemente a imposição de "sanções bancárias em larga escala e tarifas contra a Rússia até que um cessar-fogo e um acordo de paz finalmente sejam alcançados" na Ucrânia.
*Com informações do portal A Referência
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