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Transação envolvendo Luka Doncic e Anthony Davis na NBA tem uma série de paralelos com a troca de Ribamar por Neto
Mais de 35 anos já se passaram desde que o Palmeiras cedeu o então jovem meia Neto ao rival Corinthians em troca de Ribamar. O episódio é lembrado até hoje como uma das trocas mais marcantes da história do futebol brasileiro — e gera sentimentos opostos entre corinthianos e palmeirenses. Agora a troca de Neto por Ribamar acaba de ganhar sua versão NBA depois de o Dallas Mavericks ter cedido o armador Luka Doncic ao Los Angeles Lakers em troca do pivô Anthony Davis.
Alguns paralelos entre as trocas chamam a atenção.
Assim como Neto na virada dos Anos 1980 para os 1990, Doncic é um dos jogadores mais promissores de sua geração.
Nos dois casos, a troca foi negociada entre dirigentes nos bastidores e pegou de surpresa até os atletas envolvidos.
Além disso, em uma tentativa de equilibrar as trocas, os dirigentes incluíram outros atletas em ambas as transações.
Outra coincidência entre Neto e Doncic é a briga com a balança e seus efeitos sobre o desempenho esportivo.
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Como cereja do bolo, em nenhum dos casos houve vazamento à imprensa antes da papelada ficar pronta e tudo estar devidamente assinado.
Se a troca de Neto por Ribamar ainda é lembrada quase 40 anos depois, a repercussão inicial indica que a transação envolvendo Doncic e Davis ecoará pelo menos durante o restante da carreira deles na NBA.
Ao mesmo tempo, é impossível comparar as rivalidades e os termos financeiros envolvidos nas trocas.
A rivalidade entre Lakers e Mavericks não chega aos pés da existente entre Corinthians e Palmeiras.
Já os valores envolvidos podem ser explicados em uma informação: a transferência fez com que Doncic perdesse a oportunidade de cobiçar o posto de jogador mais bem pago da NBA, mas seu salário no Lakers seria suficiente para bancar as atuais folhas de pagamento de Corinthians ou Palmeiras.
De quebra, ele ainda conseguiria quitar a mansão de US$ 15 milhões que tinha acabado de comprar em Dallas antes de ser despachado para Los Angeles.
Luka Doncic tem apenas 25 anos de idade. Nascido na Eslovênia em 1999, ele se destacou no basquete do Real Madrid antes de trocar as quadras europeias pelas da NBA em 2018.
Escolhido pelo Dallas Mavericks no draft de 2018, o talentoso armador vinha elevando o patamar do time texano desde então.
O auge de sua passagem pela franquia ocorreu justamente no ano passado, quando, mesmo ausente de dezenas de jogos, levou o Dallas Mavericks ao título da Conferência Oeste (e à final da NBA) pela primeira vez em mais de uma década.
Individualmente, Doncic terminou a temporada 2023-24 como o terceiro jogador mais valioso da NBA.
Não se trata, porém, de uma troca qualquer.
Anthony Davis também é um astro.
O pivô de 31 anos de idade iniciou sua passagem pelo Los Angeles Lakers em 2019 e joga ao lado do já veterano LeBron James, de quem se tornou amigo.
É um dos melhores em sua posição na NBA.
A troca entre Mavericks e Lakers vai além de Doncic.
Maxi Kleber e Markieff Morris também trocaram Dallas por Los Angeles.
Já o Mavericks levou também Max Christie e ainda terá direito a uma escolha de primeira rodada do Lakers no draft da NBA... em 2029.
Aqui cabe um dos paralelos com a troca de Neto por Ribamar, lá em 1989.
Diante da percepção de um possível desequilíbrio na transação, outros jogadores foram incluídos.
Além dos meias, Corinthians e Palmeiras trocaram seus respectivos laterais-esquerdos. Dida deixou o Parque São Jorge e foi para o Parque Antártica. Denys fez o caminho inverso.
Há múltiplos fatores para que trocas como as de Neto por Ribamar e Doncic por Davis aconteçam.
Nos dois casos, elas envolviam desgaste de relacionamento entre a diretoria de um dos times e um dos craques.
Se no episódio da NBA o problema é com Doncic, os holofotes da troca envolvendo Corinthians e Palmeiras concentraram-se em Neto.
Em 1989, o técnico do Palmeiras era Emerson Leão. Assim como Neto, uma pessoa de personalidade forte.
Goleiro titular da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, Leão estava no início de sua trajetória como técnico, iniciada no Sport Recife, onde foi campeão pernambucano e brasileiro.
O maestro daquele elenco era Ribamar. Foi contratado pelo Corinthians no início de 1989 com a difícil missão de suceder Éverton, um raro meia capaz de mesclar raça e técnica em campo.
Ribamar teve um bom início no Parque São Jorge, mas dois momentos específicos de sua passagem descontentaram o folclórico dirigente corinthiano Vicente Matheus.
Primeiro, uma derrota por 2 a 0 para o Palmeiras na fase de classificação do Campeonato Paulista. Naquela tarde, Ribamar teve atuação apagada enquanto Neto acabou com o jogo.
Mais adiante, uma derrota por 3 a 0 no jogo de volta da semifinal daquela mesma competição diante do modesto São José EC tirou o Corinthians da final com o São Paulo. Detalhe: o alvinegro tinha aberto dois gols de vantagem no jogo de ida. O vexame entrou na conta de Ribamar.
No rival Palmeiras, porém, a situação de Neto não era muito melhor. Revelado pelo Guarani, o meia havia passado pelo São Paulo antes de chegar ao Palmeiras e, mesmo jovem, já era conhecido pelos excessos dentro e fora de campo.
Descontente com Neto e interessado em Ribamar, Leão teria convencido a diretoria palmeirense a propor a troca.
Vicente Matheus nem hesitou. Com rapidez e sigilo, o negócio se consumou em 12 de julho de 1989.
Nos jornais do dia seguinte, a notícia ganhou destaque com estardalhaço e surpresa.
Se Ribamar não vingou no Palmeiras, Neto é até hoje lembrado como o “Xodó da Fiel”.
Com 17 conquistas, os Lakers disputam título a título com o Boston Celtics a condição de maiores campeões da NBA.
Por sua vez, o Dallas Mavericks conquistou o troféu apenas uma vez, em 2011.
A partir de 2018, a chegada de Luka Doncic fez com que o time voltasse a figurar constantemente nos play-offs.
No ano passado, quando o Mavericks foi vice-campeão da NBA, o time de Los Angeles viu o rival Celtics chegar a 18 títulos.
Eis que, segundo relatos de bastidores divulgados pela ESPN, o gerente geral do Lakers, Rob Pelinka, recebeu um convite de Nico Harrison, seu homólogo na franquia de Dallas, para um café no fim de 2024.
Começaram ali as negociações que resultaram na troca e cujo desfecho levou os torcedores do Mavericks às ruas de Dallas para protestar contra a saída de Doncic.
O sigilo foi tamanho que até mesmo Doncic, Davis e todos os outros atletas envolvidos disseram que ficaram surpresos e que não ficaram sabendo de nada até o anúncio, feito na noite de 2 de fevereiro.
Duvida? Doncic tinha acabado de fechar a compra de uma mansão de US$ 15 milhões nas proximidades de Dallas. “Pensei que fosse passar a vida inteira aqui”, disse ele.
Em meio aos protestos dos torcedores, Nico Harrison alegou numa entrevista à ESPN norte-americana que o Dallas Mavericks precisa reforçar a defesa.
De fato, o time texano converte muitas cestas e tem um excelente ataque, mas a defesa deixa a desejar. Nesse caso, contratar Davis faz sentido, segundo comentaristas especializados em NBA.
Já o bom aproveitamento ofensivo é atribuído em grande parte a Doncic, o que abre margem para as especulações.
O que se comenta é que os dirigentes do Dallas Mavericks se incomodavam com o que viam como uma falta de comprometimento do esloveno com o preparo físico — cuidado pessoal pelo qual Davis costuma ser elogiado.
Isso lembra muito o caso de Neto, cuja briga com a balança fez com que sua passagem pelos campos de futebol fosse marcada por altos e baixos.
Se permanecesse em Dallas, dentro de dois anos o atleta passaria a ter direito ao chamado supermax.
O supermax é uma cláusula contratual por meio da qual os jogadores elegíveis podem receber até 35% do dinheiro destinado à folha de pagamento da franquia a partir da 11ª temporada de NBA.
Doncic trocou Dallas por Los Angeles preso a um contrato de US$ 215 milhões divididos em cinco anos.
Se tivesse permanecido no Mavericks, onde achou que ficaria até o fim da carreira, Doncic teria direito a uma remuneração de US$ 345 milhões, também distribuída ao longo de cinco anos. Se isso acontecesse, seria o maior contrato da história da NBA.
A questão que emerge dessa situação então passa a ser: a direção do Mavericks estava mesmo disposta dedicar uma parcela tão grande de sua folha de pagamentos, regida por um teto de gastos como as de todos os times da NBA, a um jogador com o qual acreditava ter problemas?
A transferência de Doncic para o Lakers talvez seja a resposta.
Para o jogador, a questão financeira não é exatamente problemática.
A ida para Los Angeles abre espaço para que Doncic consiga um contrato ainda mais rentável a partir de 2027, superior a US$ 400 milhões.
No entanto, isso dependeria de uma renegociação de seu contrato atual, transferido junto com ele para o Lakers.
Mesmo sem nenhum reajuste no curto prazo, o salário médio anual de Doncic impressiona quando comparado aos números do futebol brasileiro.
Ele ganha US$ 43 milhões por ano.
Na cotação atual, o dinheiro é suficiente para arcar com toda a folha salarial do Corinthians, do Palmeiras ou de qualquer outro time da Série A do Campeonato Brasileiro.
Agora resta saber como será a adaptação de Doncic e Davis a seus novos times na NBA.
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