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Assim como ocorreu com Tuvalu e o domínio .tv nos anos 1990, Anguilla recorre ao boom da inteligência artificial para capitalizar o domínio .ai, mas com uma estratégia diferente
Nos primórdios da internet, quando tudo ainda era mato digital, cada país recebeu terminações próprias para o mundo online que se insinuava. O Brasil garantiu um quase óbvio .br; os Estados Unidos ficaram com o hoje pouquíssimo utilizado .us; o Reino Unido optou pelo .uk e assim por diante. Foi nesse cenário que uma pequena nação insular do Oceano Pacífico chamou a atenção de grandes corporações de mídia nos anos 1990. A extensão .tv da Tuvalu mostrou-se extremamente sedutora para emissoras de televisão de todo o mundo e rendeu milhões de dólares aos cofres da ilha ao longo das últimas décadas. Agora, outro país insular, mas do Caribe, desponta como a nova sensação dos domínios de internet. Empresas de tecnologia correm para ter um domínio .ai, atribuído a Anguilla quando a inteligência artificial ainda era restrita à ficção científica.
Tirando as paisagens paradisíacas e as crescentes preocupações com o aumento do nível do mar, as semelhanças entre o que ocorreu com Tuvalu e o que acontece agora Anguilla param por aí.
Quando a corrida pela extensão .tv ocorreu, o movimento era quase previsível. A internet ainda era uma promessa e a televisão reinava soberana no ambiente global de mídia.
Naquela época, porém, não era possível prever que a também diminuta Anguilla se beneficiaria do frisson provocado pelo avanço das inteligências artificiais.
Outra diferença é a forma como Tuvalu e Anguilla capitalizam o bônus de suas respectivas extensões de internet.
Em 1998, o governo de Tuvalu assinou um acordo exclusivo para licenciar o domínio .tv. Documentos indicam que a empresa norte-americana pagou inicialmente US$ 2 milhões por ano por direitos exclusivos sobre a terminação. Posteriormente, o governo de Tuvalu conseguiu renegociar o acordo. O valor passou a US$ 5 milhões por ano. Tempos depois, o ministro das finanças Lotoala Metia admitiu que o governo havia feito um mau negócio ao assinar com a VeriSign. Em 2021, Tuvalu fechou um acordo melhor com a GoDaddy.
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Anguilla optou por uma saída diferente. Ao invés de aceitar um pagamento fixo, o território britânico ultramarino delegou a gestão do domínio a uma empresa norte-americana chamada Identity Digital por meio de um modelo de compartilhamento de receita. O governo fica com cerca de 90% do dinheiro arrecadado.
Um domínio .ai pode ser comprado por valores a partir de US$ 150, ou pouco mais de R$ 800. Não raro, porém, alguns nomes mais disputados vão a leilão e alcançam valores muito maiores.
À emissora britânica BBC, o desenvolvedor norte-americano Dharmesh Shah afirmou ter desembolsado US$ 700 mil (R$ 3,8 milhões) pelo domínio you.ai. Em outros leilões recentes, o domínio cloud.ai alcançou US$ 600 mil, enquanto o law.ai foi vendido por US$ 350 mil.
Mas não é só isso. O número de sites com extensão .ai cresceu multiplicou-se exponencialmente de 2020 para cá. Eram menos de 50 mil em 2020. Atualmente são mais de 850 mil domínios .ai. Além disso, eles precisam ser renovados a cada dois anos.
Com isso, a inteligência artificial, ainda que de maneira incidental, proporcionou uma forma de diversificação de receitas a um país muito dependente do turismo.
De acordo com dados do governo de Anguilla, a receita com a venda de domínios .ai alcançou US$ 39 milhões em 2024. A quantia equivale a R$ 212,5 milhões. Parece pouco, mas, para um país com apenas 16 mil habitantes, a quantia representou 23% da arrecadação nacional no ano passado.
O turismo, principal atividade econômica anguiliana, responde por 37% da economia do território, segundo os números mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Nas projeções orçamentárias para 2025, o governo local estima um aumento de receita de 25% com a venda de domínios .ai, para o equivalente a US$ 48,8 milhões, ou R$ 266 milhões.
O desafio para Anguilla é transformar o golpe de sorte em uma fonte de renda sustentável e de longo prazo. No ano passado, 111.639 turistas estrangeiros visitaram a nação insular. No entanto, a chegada de visitantes é vulnerável à constante passagem de furacões pela região.
A expectativa do governo local é de que a receita derivada do boom da inteligência artificial viabilize a construção de um novo aeroporto, facilitando o crescimento do turismo na ilha caribenha. O governo também pretende investir em infraestrutura pública e acesso a serviços de saúde à população do país.
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