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NO AGUARDO

EUA: Fed diz que riscos para emprego justificam corte de juros, mas cautela com inflação continua a afetar opinião dos diretores

Taxa de desemprego nos EUA atingiu o maior patamar em quase quatro anos, enquanto a inflação se afasta da meta de 2%

Montagem traz o presidente do Fed, Jerome Powell, em primeiro plano. Ele usa óculos e veste terno cinza escuro com camisa branca. Ao fundo, um cenário com a bolsa de NY e a bandeira dos EUA
Jerome Powell - Imagem: Canvas/ Montagem: Seu Dinheiro

Enquanto os mercados aguardam os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros dos EUA, os diretores do banco debatem suas visões sobre a economia do país.

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A posição atual da instituição é que o aumento dos riscos para o mercado de trabalho dos Estados Unidos é suficiente para justificar um corte dos juros. Porém, os membros do Fed seguem cautelosos por causa da inflação.

Os juros norte-americanos hoje

Na reunião passada, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) retomou a flexibilização monetária e cortou a taxa em 0,25 ponto percentual (p.p.). Os juros passaram para entre 4% e 4,25% ao ano.

“A maioria dos participantes observou que era apropriado mudar a taxa básica em direção a uma configuração mais neutra, porque eles julgaram que os riscos de baixa para o emprego haviam aumentado”, informou a ata referente à reunião dos dias 16 e 17 de setembro, quando aconteceu o corte.

A preocupação com as oportunidades de trabalho no país faz sentido. A taxa de desemprego nos EUA atingiu o maior patamar em quase quatro anos, segundo o relatório do Bureau of Labor Statistics de agosto.

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Os dados de setembro não foram divulgados ainda por causa da paralisação das instituições públicas do governo dos EUA (shutdown), que não tem previsão de fim.

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Sem esses dados, o Fed pode precisar realizar a próxima reunião “no escuro”, sem saber o nível do impacto do corte de 0,25 p.p. na economia.

E a inflação?

Ao mesmo tempo, o documento divulgado nesta quarta-feira (8) mostra também que “a maioria dos participantes enfatizou os riscos de alta em suas perspectivas para a inflação”.

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Eles destacaram que as projeções e análises de inflação têm se afastado ainda mais da meta do país, de 2%. A incerteza contínua sobre os efeitos das tarifas comerciais e outros fatores vem impulsionando a alta de preços no território norte-americano.

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O que esperar da próxima reunião

De acordo com a ata divulgada nesta quarta-feira, “alguns participantes” do Fed disseram que tinha “mérito” em manter a taxa de juros inalterada, ou seja, entre 4% e 4,25%.

Por outro lado, “um” deles defendeu um corte de 0,50 p.p., o que levaria a taxa ao patamar de 3,50% e 3,75%.

Na última reunião, Stephen Miran, que é aliado e foi indicado por Donald Trump, votou em um ajuste maior dos juros do que os demais diretores. Miran é um grande defensor do relaxamento monetário, assim como Trump. Já Jeffrey Schmid (Kansas) e Raphael Bostic (Atlanta) fizeram comentários mais moderados recentemente.

As novas projeções do banco central norte-americano mostraram que a mediana das expectativas das autoridades é de mais dois cortes este ano.

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A próxima reunião de política monetária acontece nos dias 28 e 29 de outubro, com outro ajuste de 0,25 p.p. precificado pelo mercado.

*Com informações do Money Times.

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