Delegação ucraniana vai aos EUA para negociações de paz; horas antes Kiev recebe ataques russos
Enquanto a Ucrânia enfrenta bombardeios e apagões em Kiev, a delegação ucraniana busca avançar nas negociações com Washington para tentar encerrar a guerra com a Rússia

Um acordo de paz parece estar próximo, ainda que diante de um cenário crítico. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na manhã deste sábado (29) que uma delegação chefiada pelo secretário do conselho de segurança, Rustem Umerov, estava a caminho dos Estados Unidos. Isso para seguir com as negociações sobre um acordo que visa acabar com a guerra da Rússia.
Poucas horas antes, no entanto, houve ataques russos com drones e mísseis contra a capital ucraniana, Kiev. De acordo com autoridades locais, pelo menos duas pessoas foram mortas nas primeiras horas deste sábado.
O prefeito de Kiev, como indica a Broadcast, Vitali Klitschko, disse que 29 indivíduos ficaram feridos, alegando que os destroços de drones russos interceptados caíram em edifícios residenciais. A parte oeste da capital ficou sem energia, segundo Klitschko.
A segunda rodada de negociações de paz
Umerov foi encarregado da delegação ucraniana depois que o negociador anterior, o poderoso chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, renunciou na sexta-feira (28) horas depois que detetives anticorrupção fizeram uma busca em seu apartamento.
Zelensky disse que espera que os resultados das reuniões anteriores com os EUA em Genebra, que ocorreram no último fim de semana, sejam agora finalizados no domingo.
Essas reuniões permitiram que a Ucrânia apresentasse uma contraoferta às propostas apresentadas pelo secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, aos líderes em Kiev há quase duas semanas.
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“Rustem entregou um relatório hoje [29], e a tarefa é clara: elaborar rápida e substancialmente as medidas necessárias para acabar com a guerra”, escreveu Zelensky neste sábado no X.
Yermak disse ao New York Post, horas depois de sua renúncia, que estava “indo para o front”.
“Sou uma pessoa honesta e decente”, disse ele.
EUA pressiona Ucrânia para checar ao acordo de paz
A Ucrânia está enfrentando uma pressão significativa de Washington para concordar com os termos de um acordo de paz, enquanto Zelensky se encontra na situação política e militar mais difícil desde os primeiros dias da invasão russa em 2022.
A repercussão política de um escândalo de corrupção no setor de energia no valor de US$ 100 milhões fez com que dois ministros e agora o braço direito do presidente fossem destituídos.
Enquanto isso, a Rússia está obtendo ganhos incrementais na linha de frente e as cidades ucranianas sofrem horas de apagões todos os dias devido a um bombardeio contínuo de sua rede elétrica.
Zelensky disse que Ucrânia está em um dos momentos mais difíceis de sua história, mas prometeu ao seu povo, em um discurso dramático na semana passada, que não trairá o país.
*Com informações de Money Times
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