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Tarifas recíprocas, taxação sobre o setor automotivo do Japão e impostos sobre a China estão na mira do presidente norte-americano
Apertem os cintos — não, o piloto não sumiu. Muito pelo contrário: Donald Trump segue comandando o que ele descreveu que será a era de ouro dos Estados Unidos com mãos de ferro.
E se os investidores acharam que o presidente norte-americano pararia nas tarifas de 25% sobre o México e o Canadá e de 10% sobre a China, um aviso: segurem-se em suas cadeiras porque vem mais por aí. Provavelmente na próxima semana.
Trump pretende anunciar tarifas recíprocas a muitos países em uma medida de cumpriria uma promessa de campanha: impor taxas sobre importações norte-americanas iguais às que os parceiros comerciais impõem às exportações dos EUA.
Nesta sexta-feira (7) ele confirmou o plano, mas não deixou imediatamente claro quais países seriam afetados.
Acha que acabou?
Trump também está de olho no Japão. O presidente norte-americano ainda se reuniria com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba na Casa Branca hoje e colocaria as tarifas sobre o setor automotivo na mesa.
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Na pauta do encontro ainda estaria a aquisição planejada da US Steel pela Nippon Steel — que foi barrada por Joe Biden. Na ocasião, o democrata alegou questões de segurança nacional para impedir a fusão.
Ainda tem a China, claro.
Trump assinou na tarde desta sexta-feira um decreto que altera as tarifas sobre importações de minimis da China.
De acordo com o republicano, a nova medida busca endereçar a cadeia de oferta de opioides sintéticos chinesa.
Mas para que tudo isso?
Em tese, Trump tenta cumprir outras duas promessas de campanha: reduzir o déficit orçamentário dos EUA e pagar a extensão de corte de impostos que ele mesmo anunciou em seu primeiro mandato.
O problema é que, para isso, o pouso da economia norte-americana pode não ser nada suave.
Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.
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