O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O presidente do banco central norte-americano enfrenta o republicano e manda recado aos investidores, mas sangria nas bolsas mundo afora continua e dólar dispara
“Não temos pressa para agir”, disse o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, quando foi imediatamente interrompido pela mediadora, que questionou: “É sério?” O desespero na voz dela é apenas mais uma amostra do pânico que toma conta dos mercados globais nesta sexta-feira (4), depois que a China retaliou as tarifas anunciadas por Donald Trump nesta semana.
Powell, no entanto, não se deixou levar. O chefe do banco central norte-americano encarou o mercado em um dos piores dias desde o período da pandemia de covid-19 com a calma de quem vai esperar para ver — e esse foi o recado dele aos investidores hoje.
“Estamos bem posicionados para esperar por maior clareza antes de considerar quaisquer ajustes na nossa política. É muito cedo para dizer qual será o caminho apropriado para a política monetária”, afirmou ele em discurso na conferência anual da Society for Advancing Business Editing and Writing (SABEW).
Atualmente, a taxa de juros nos EUA está na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano.
A guerra tarifária de Trump e os recentes indicadores econômicos — como o payroll desta sexta-feira (4) — não tiram o foco do Fed na missão e Powell fez questão de reforçar essa mensagem.
“Nossa obrigação é manter as expectativas de inflação de longo prazo bem ancoradas e garantir que um aumento único no nível de preços não se torne um problema de inflação contínuo”, afirmou.
Leia Também
Powell, no entanto, reconheceu que as tarifas provavelmente acelerarão a inflação nos EUA nos próximos trimestres e que, assim como a política tarifária anunciada por Trump foi maior do que se esperava, os efeitos econômicos se darão na mesma medida.
A história poderia terminar aqui — ainda que a sangria do mercado continuasse enquanto Powell falava — mas quando se trata de Trump, as coisas sempre acontecem com emoção.
Exatos 15 minutos antes de o presidente do Fed começar a discursar, o republicano mandava seu recado via Truth Social: “corte os juros, Jerome, e pare de fazer política!”
Na avaliação de Trump, esse “é o momento perfeito” para os juros caírem nos EUA.
E, claro, o presidente norte-americano não ia perder a chance de alfinetar. Ele disse que Powell está "sempre atrasado", mas que agora "poderia mudar sua imagem".
E, no melhor estilo Trump, se vangloriou dos feitos econômicos: "Os preços de energia caíram, os juros caíram, a inflação caiu e o emprego subiu – tudo isso em apenas dois meses”, disse.
O payroll, como é conhecido o principal relatório de emprego dos EUA, deu aos investidores um quadro misto da economia dos EUA em março. O país abriu 228.000 vagas no mês passado, enquanto a projeção da Dow Jones era de 140.000, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,2%.
Powell fez questão de responder aos comentários de Trump, embora não tenha citado nominalmente o presidente norte-americano.
“No nosso negócio como banco central não é fazer política. Não comentamos política. Estamos totalmente focados em atingir objetivos de mandato duplo que o Congresso nos deu de emprego máximo e estabilidade de preços”, disse.
O Fed entende que a estabilidade de preços nos EUA é alcançada quando a inflação está em 2% — uma meta de longo prazo que não precisa ser cravada e sim estar próxima desse percentual. Já para o pleno emprego, o banco central norte-americano não estabeleceu uma meta.
Powell tentou acalmar os mercados. Segundo ele, as incertezas vão acabar quando todas as políticas do governo Trump estiverem sobre a mesa.
“Eu entendo que há muita incerteza agora e também compreendo os efeitos disso no curto prazo, mas precisamos atravessar esse processo”, disse Powell, lembrando que o governo é novo e, portanto, traz políticas novas que demandam a adaptação de todos.
Nova York ignorou as palavras do presidente do Fed. Por lá, as bolsas seguiram em fortes perdas. Enquanto Powell falava, o Dow Jones recuava 3,60%, o S&P 500 caía 4,09% e o Nasdaq cedia 4,13%.
Por aqui, o Ibovespa também mantinha as fortes perdas: -2,98%, aos 127.232,04 pontos. Já o dólar à vista seguia a sua escalada: subia 3,3%, cotado a R$ 5,8149.
Embora Powell tenha sido cauteloso sobre como o Fed reagirá às políticas do governo Trump, os mercados estão precificando um movimento agressivo de cortes de juros a partir de junho, com uma probabilidade crescente de que o banco central norte-americano corte pelo menos um ponto percentual da taxa até o final do ano, de acordo com dados do CME Group.
Medida dos Estados Unidos barra novos vistos de imigrantes para o Brasil e outras 74 nações sob o argumento de evitar custos ao contribuinte americano
Número 1 do Brasil, João Fonseca estreia no Australian Open 2026 diante do norte-americano Eliot Spizzirri; partida acontece às 22h40, no horário de Brasília
A China domina o segmento dos minérios indispensáveis para fazer de smartphones até mísseis inteligentes, mas o Brasil ocupa o segundo lugar e pode se beneficiar com o “degelo” nas relações com os EUA
Após ameaça de tarifas de até 25% feita por Donald Trump, União Europeia avalia acionar instrumento de anticoerção econômica que pode atingir empresas e investimentos dos EUA
Relatório da Oxfam mostra que bilionários acumularam US$ 2,5 trilhões em um único ano, enquanto pobreza estagna e fome avança
Até então, o Inter operava nos EUA por meio da subsidiária Inter Payments e pela Inter US Holdings; BTG e Nubank também miraram o mercado norte-americano
Os estrategistas do BofA selecionaram quatro setores que podem se beneficiar da inteligência artificial sem a exposição direta às empresas de tecnologia
Declarações de Trump sobre a Groenlândia levantam dúvidas sobre os limites da defesa coletiva da OTAN quando a ameaça parte de um país-membro da própria aliança
O primeiro lugar do pódio com o maior potencial de retorno, segundo o banco, também é o primeiro no quesito volatilidade
Fundo projeta um crescimento de cerca de 4,5% para este ano e destaca desceleração expressiva da inflação em 2025; mas norte-americanos alertam para possibilidade de calote
Com sol escasso no inverno, dias intermináveis no verão e uma população menor que a de muitas cidades brasileiras, a Groenlândia saiu do isolamento e entrou no centro da geopolítica global
A dona da Bloomingdale’s deve ser uma das poucas a se beneficiar com a entrada na rival no Chapter 11 — e os números mostram que ela está pronta para essa oportunidade
Premiação que “celebra” os tropeços do cinema inclui nomes brasileiros na lista de indicados e mostra como sucesso e decepção caminham lado a lado
Suspensão de vistos atinge 75 países e inclui 23 seleções classificadas ou na repescagem da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México
Medida do governo Trump entra em vigor em 21 de janeiro, atinge 75 países e faz parte de uma revisão nos critérios de triagem e concessão de vistos pelos Estados Unidos
No total, Brasil e mais 74 países são alvo do endurecimento da política anti-imigração de Trump, que já revogou o recorde de mais de 100 mil vistos desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado
Bairros populares de Basileia desafiam estereótipos ao combinar renda mais baixa, serviços públicos eficientes, alto IDH e qualidade de vida acima da média global
Filme brasileiro premiado no Globo de Ouro teve orçamento de cerca de R$ 27 milhões, apoio do Fundo Setorial do Audiovisual e coprodução internacional
Um novo estudo da ONU coloca Jacarta no topo do ranking global de população urbana, mas a capital da Indonésia afunda a olhos vistos, enquanto o país já prepara uma substituta
A coincidência entre Globo de Ouro e Oscar não é regra, mas, quando ocorre, costuma indicar um consenso dentro da Academia de cinema