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Após dois anos de conflito, Trump sela cessar-fogo entre Israel e Hamas e tenta consolidar legado diplomático no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (13) o fim da guerra em Gaza, encerrando um conflito que se arrastava havia dois anos desde o ataque do Hamas que deu origem à ofensiva israelense.
Trump chegou à região nesta manhã para formalizar o acordo de paz entre Israel e o grupo palestino, após semanas de negociações intensas. A visita ocorre depois de o Hamas libertar 20 reféns israelenses capturados no atentado de 7 de outubro de 2023.
Pela primeira vez em mais de dois anos, o grupo radical e seus aliados não mantêm mais reféns em Gaza. Os 20 sequestrados que ainda estavam vivos foram libertados e estão agora sob custódia de Israel. Os corpos de 26 pessoas, que foram declarados mortas, continuam na Faixa de Gaza e devem ser libertados em breve.
Em troca, Israel deve libertar 250 palestinos das prisões e outros 1.700 que foram detidos em Gaza.
Ao desembarcar em Tel Aviv, Trump afirmou que o Hamas concordou em se desarmar. Questionado por jornalistas se a guerra havia, de fato, terminado, ele respondeu que “sim”.
Em discurso no Parlamento israelense, o chefe da Casa Branca declarou: “Nos reunimos em um dia de profunda alegria, de esperança crescente”, destacando que a pressão internacional teve papel decisivo para viabilizar o cessar-fogo.
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Antes da fala de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que nenhum outro presidente americano “fez tanto por Israel” quanto ele.
Depois da visita, Trump seguirá para Sharm El-Sheikh, no Egito, onde participará de uma cúpula internacional com cerca de 20 líderes mundiais para concluir o acordo que põe fim à guerra em Gaza.
A primeira fase do plano de paz, articulado por Trump e marcada pela libertação dos reféns israelenses, vem sendo celebrada como um marco humanitário e geopolítico — embora o impacto econômico, por ora, pareça limitado.
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