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Ações da Tesla (TSLA34) sobem depois de Elon Musk anunciar que vai diminuir o tempo dedicado ao trabalho no governo Trump. Entenda por que isso acontece.
O mercado financeiro reagiu com empolgação nesta terça-feira (23): as ações da Tesla, negociadas na B3 por meio do BDR (TSLA34), subiam cerca de 7% na abertura do pregão, apesar da divulgação de um balanço trimestral considerado fraco. O motivo? Uma mudança de postura de Elon Musk, CEO da Tesla.
O CEO da Tesla indicou que pretende dedicar menos tempo ao Departamento de Eficiência Governamental (Doge), criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abrigar o aliado político e financiador de campanha em seu ministério.
Com isso, segundo o próprio Elon Musk, sobrará mais tempo para que ele possa se dedicar a suas empresas.
O anúncio coincide com a aproximação do limite legal de 130 dias por ano pelos quais o bilionário pode atuar dentro da estrutura governamental norte-americana sem ser remunerado por isso.
Musk deixou claro que não vai se afastar totalmente do Doge. A partir do mês que vem, ele pretende se dedicar à função durante “um ou dois dias por semana”.
A atuação do empresário no governo vinha afetando a confiança dos investidores em suas companhias.
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Além disso, a Tesla transformou-se em alvo de protestos e boicotes por parte de consumidores contra os posicionamentos de Elon Musk.
Até o fechamento da sessão de ontem, as ações da Tesla acumulavam queda de 37% no que vai de 2025.
Hoje, a notícia de que Musk em breve voltará a se dedicar mais a seus negócios impulsionava os papéis da empresa mesmo depois da divulgação de um resultado financeiro pior do que o esperado para o primeiro trimestre.
O anúncio de Musk ocorreu pouco depois da divulgação do balanço.
No primeiro trimestre de 2025, a Tesla reportou uma receita de US$ 19,34 bilhões. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam US$ 21,43 bilhões em receita, na mediana.
Já o lucro da fabricante de carros elétricos foi 71% menor do que no mesmo período do ano passado. Os analistas esperavam uma lucratividade menor, mas não nessa escala.
Ao mesmo tempo, a margem bruta para o período, excluindo créditos regulatórios, foi de 12,5%. O dado veio acima da estimativa de 11,8%, segundo 21 analistas consultados pela Visible Alpha.
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