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APÓS 'BALDE DE ÁGUA FRIA' DE BIDEN

A compra vai sair? Trump se reúne com o primeiro-ministro do Japão e traça novos planos para as siderúrgicas Nippon Steel e U.S. Steel

Negócio bilionário entre as siderúrgicas japonesa e americana havia sido barrado pelo então presidente Joe Biden, no começo de janeiro

Donald Trump está sentando em frente a uma mesa, sorri e segura uma caneta enquanto assina um documento
Donald Trump - Imagem: Casa Branca

Nada de fusões e aquisições no setor de siderurgia – pelo menos não entre as gigantes Nippon Steel e U.S. Steel. O presidente Donald Trump negou a compra da empresa americana pela japonesa, uma negociação que estava em curso desde a gestão de Joe Biden.

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Após reunião com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, o republicano afirmou em conferência de imprensa que a Nippon “concordou em investir pesado na U.S. Steel, ao invés de comprá-la”.

Reiterando a posição de Trump, Ishiba afirmou que o Japão vai prover a tecnologia necessária para que a siderúrgica norte-americana melhore a qualidade dos produtos manufaturados nos Estados Unidos.

“Não vai ser algo unilateral. Vai ser algo recíproco e mutuamente benéfico”, disse. 

O sindicato de siderúrgicos, United Steelworkers, foi maior opositor à proposta de aquisição e afirmou que continua preocupado com a Nippon Steel.

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"Nosso sindicato não teve contato com nenhuma das empresas nem com o governo em relação aos relatos de um investimento da Nippon na U.S. Steel", disse David McCall, presidente do sindicato.

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O ‘balde de água fria’ de Biden

No começo de janeiro, nos últimos dias do mandato, Joe Biden já havia barrado a compra da U.S. Steel pela japonesa Nippon Steel, uma transação avaliada em US$ 14,9 bilhões e que havia sido anunciada no final de 2023.

O argumento do governo foi o de proteção da segurança nacional dos Estados Unidos

“Como eu disse muitas vezes, a produção de aço e seus trabalhadores são a espinha dorsal da nossa nação”, disse Biden em nota. 

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“Uma forte indústria de aço de propriedade e operação doméstica representa uma prioridade essencial de segurança nacional e é crítica para cadeias de suprimentos resilientes”, acrescentou.

O então presidente já havia sinalizado oposição ao negócio várias vezes ao longo de 2024, sob o argumento de que a venda poderia eliminar empregos de norte-americanos.

"A U.S. Steel continuará a ser uma orgulhosa empresa norte-americana — de propriedade norte-americana, operada por norte-americanos, por trabalhadores siderúrgicos sindicalizados norte-americanos — os melhores do mundo", disse em nota.

Em resposta, as empresas entraram com uma ação judicial contra o governo norte-americano contra o veto da Casa Branca à fusão das companhias.

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O processo alegou que Biden violou a Constituição do país ao bloquear a aquisição da U.S. Steel pela Nippon Steel sob a justificativa de segurança nacional.

U.S. Steel ainda está ‘na mira’ de outra companhia

Aproveitando o “bloqueio” de Biden, a rival da Nippon, Cleveland-Cliffs, manifestou o interesse em adquirir a U.S. Steel.

Em declaração em meados de janeiro, o CEO Lourenco Goncalves afirmou que tinha uma solução “all-American” – ou seja, envolvendo apenas os EUA – que seria focada nos trabalhadores. 

Segundo apuração da CNBC, fontes familiarizadas com a negociação disseram que a Cleveland-Cliffs estava fazendo uma parceria com a rival Nucor para apresentar uma proposta de compra da U.S. Steel. 

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A oferta seria na faixa de US$ 30 e poucos dólares por ação, disseram. A Nippon tinha planos de comprar a U.S. Steel por US$ 55 por ação.

  • Atualmente, a ação negocia por volta de US$ 37.

A Cleveland-Cliffs estava propondo adquirir a U.S. Steel por meio de pagamento integral em dinheiro e vender a subsidiária Big River Steel para a Nucor, disseram as fontes na época.

* Com informações da CNBC e do Financial Times.

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