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Entidade enfrentou debandada de grandes instituições financeiras, principalmente dos Estados Unidos
A Net-Zero Banking Alliance (NZBA), uma aliança global de bancos, acaba de suspender suas atividades e está passando por um momento decisivo.
Essa aliança havia sido criada há cinco anos, durante a COP26, conferência global da ONU sobre mudanças climáticas, em Glasgow (Escócia). Seu objetivo principal era alinhar o setor financeiro mundial com as metas do Acordo de Paris, buscando reduzir progressivamente o crédito para atividades poluidoras e apoiar a descarbonização das operações dos clientes.
Acontece que a NZBA enfrentou, nos últimos meses, uma verdadeira debandada de grandes instituições financeiras, principalmente dos Estados Unidos, desencadeada pela vitória de Donald Trump na eleição do ano passado.
Bancos americanos, como o Goldman Sachs, Citi e Bank of America, temiam processos judiciais e perseguição política.
A crise se agravou com a saída de bancos europeus, japoneses e australianos, incluindo HSBC, Barclays e UBS, que alegaram que o grupo perdeu sua atratividade como fórum global após as saídas dos norte-americanos.
Diante desse cenário, os membros remanescentes da NZBA estão em processo de votação para decidir o futuro da aliança. A proposta em discussão é que a entidade se torne um órgão consultivo, sem membros formais.
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A liderança da aliança alega que este modelo seria o mais adequado para continuar apoiando os bancos globalmente na transição para uma economia real alinhada ao Acordo de Paris, além de facilitar o desenvolvimento de orientações e ferramentas.
Vale lembrar que um movimento semelhante ocorreu no final de 2024, quando a Net Zero Insurance Alliance (NZIA) se dissolveu, após uma série de abandonos.
No entanto, como o jornal Financial Times observou, especialistas argumentam que a aliança dos bancos nunca desafiou verdadeiramente os modelos de negócios voltados para os combustíveis fósseis.
Desde o Acordo de Paris, em 2015, os bancos em todo o mundo forneceram quase US$ 6,4 trilhões em títulos e empréstimos para empresas de petróleo, gás e carvão. Enquanto isso, projetos verdes receberam cerca de US$ 4,3 trilhões, segundo informações da agência de notícias Bloomberg.
O resultado dessa votação crucial deve ser divulgado até o final de setembro.
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