Uma nova versão do Ozempic? Resultado de teste de nova caneta emagrecedora impulsiona ação da Novo Nordisk
Estudos clínicos mostraram eficiência do medicamento em tratar pacientes obesos e com sobrepeso; uma versão em pílula também está em desenvolvimento

As ações da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, registram hoje (24) a maior alta desde agosto de 2023. Os papéis chegaram a subir 10% na bolsa de Londres após a empresa dinamarquesa revelar que foi bem-sucedida nos testes de uma nova injeção de emagrecimento.
O medicamento, que é aplicado com frequência semanal, mostrou uma redução de peso de 22% em pacientes obesos e com sobrepeso, após 36 semanas de tratamento. Ao passo que aqueles que receberam injeção de placebo ganharam 2% de peso.
O bom resultado da Novo Nordisk fez até mesmo outra companhia dinamarquesa “surfar” no mesmo otimismo: as ações da Zealand Pharma sobem 4,7%.
Por outro lado, a concorrente estadunidense Eli Lilly tem leve queda de 1% na NYSE.
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O resultado positivo injeta uma dose de otimismo para a Novo Nordisk, já que, em dezembro do ano passado, outro medicamento de obesidade – o CagriSema – havia decepcionado os investidores.
No longo prazo, uma das ameaças mais significativas para o negócio da farmacêuticak é a injeção da concorrente Eli Lilly, o Zepbound, também chamado de Mounjaro, que tem apresentado resultados mais satisfatórios para o combate à obesidade.
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Como o novo medicamento da Novo Nordisk se compara ao Ozempic e ao Wegovy?
Tal como o Wegovy, a nova injeção de amicretina imita o hormônio intestinal GLP-1 (responsável pela produção de insulina e também por dar a sensação de saciedade).
A diferença é que ele também imita um outro hormônio, produzido no pâncreas, que suprime o apetite.
- Vale lembrar: o Wegovy visa o tratamento da obesidade, enquanto o Ozempic é voltado para diabetes.
A fabricante também está desenvolvendo uma versão em pílula do medicamento, usando o mesmo princípio ativo. Em setembro do ano passado, estudos clínicos mostraram que os pacientes perderam 13,1% do peso em 12 meses, sofrendo efeitos colaterais “leves a moderados”.
* Com informações da CNBC e da Reuters.
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