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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter do Seu Dinheiro, estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

O FIM DE UMA ERA

Um novo CEO para a Berkshire Hathaway: conselho elege Greg Abel ao cargo em 2026, mas Warren Buffett seguirá como presidente

O “Oráculo de Omaha” deixou claro que a palavra final sobre as operações da empresa e a aplicação de capital caberia a Abel quando a transição ocorresse

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
5 de maio de 2025
10:22 - atualizado às 10:07
Warren Buffett
Warren Buffett - Imagem: Reprodução

Após o anúncio do lendário investidor Warren Buffett, de 94 anos, sobre sua saída da Berkshire Hathaway, o conselho da companhia bateu o martelo no domingo (4)  e votou unanimemente para nomear Greg Abel como novo CEO a partir de 2026, segundo informações da rede CNBC.

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Porém, os investidores não darão adeus a Buffett. O “Oráculo de Omaha” seguirá como presidente do conselho (chairman) no ano que vem, ajudando Abel com quaisquer grandes oportunidades de aquisição que possam surgir em mercados voláteis no futuro.

Ainda assim, Buffett deixou claro que a palavra final sobre as operações da empresa e a aplicação de capital caberia a Abel quando a transição ocorresse. Vale lembrar que ele já havia sido designado para suceder o bilionário como CEO desde 2021.

A permanência do megainvestidor também traz maiores garantias da estabilidade da Berkshire Hathaway em um momento de incertezas econômicas.

“Acredito que eu poderia ser útil em certos aspectos, se nos deparássemos com períodos de grande oportunidade ou algo assim”, disse o bilionário no sábado, durante conferência com investidores da holding.

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Apesar de Buffett ter sido mantido na presidência do conselho de administração da Berkshire, a saída do “Oráculo de Omaha” do cargo de CEO da empresa pesa nas ações nesta segunda-feira. Por volta das 10h (horário de Brasília), os papéis da Berkshire Hathaway caíam 2,89%, no pré-mercado de Nova York.

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Aplaudido de pé: a saída de Buffett

O megainvestidor anunciou a aposentadoria ao fim da conferência com investidores no último sábado (3). 

“Amanhã, teremos uma reunião do conselho da Berkshire, e temos 11 diretores. Dois dos diretores, que são meus filhos, Howie e Susie, sabem do que vou falar lá. Para os demais, isso será novidade, mas acho que chegou a hora de Greg se tornar o CEO da empresa no final do ano”, disse Buffett, nos minutos finais da reunião.

O bilionário afirmou, ainda, que não venderia nenhuma das ações da Berkshire. “A decisão de manter todas as ações é uma decisão econômica, porque acredito que as perspectivas da Berkshire serão melhores sob a gestão de Greg do que a minha”, afirmou.

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Os comentários do “Oráculo de Omaha” foram seguidos de um longo aplauso, com o público em pé.

Tarifas de Trump em foco

Buffett vinha se mantendo em silêncio sobre os últimos acontecimentos que abalaram os EUA e o mercado financeiro global, porém o megainvestidor foi questionado durante a reunião e aproveitou para opinar sobre o tarifaço de Donald Trump.

Primeiro, sem mencionar o presidente norte-americano, criticou a ideia de tarifas e protecionismo comercial, afirmando que “o comércio não deve ser uma arma”.

“Nos Estados Unidos, devemos buscar negociar com o resto do mundo. Devemos fazer o que fazemos de melhor, e eles devem fazer o que fazem de melhor”, afirmou Buffett.

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Além disso, o bilionário reforçou que continua apostando tudo nos EUA, apesar da crescente preocupação dos investidores com a direção da economia do país.

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