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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

ROUPA NOVA

Shein ainda é a varejista de moda mais barata no Brasil, mas diferença diminui, diz BTG Pactual

Análise do banco apontou que plataforma chinesa ainda mantém preços mais baixos que C&A, Renner e Riachuelo; do outro lado da vitrine, a Zara é a mais cara

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
29 de abril de 2025
13:29
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Arara de blusas e mão com smartphone acessando o aplicativo da Shein - Imagem: Canva

A Shein continua sendo a varejista do setor de moda mais barata, mas as concorrentes vêm diminuindo a diferença, de acordo com relatório do BTG Pactual desta terça-feira (29) — muito em função da taxa das blusinhas

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O banco analisou a formação de preços no varejo de moda brasileiro e apontou que, mesmo com aumentos recentes, a plataforma chinesa ainda mantém valores mais baixos do que as grandes varejistas nacionais como C&A (CEAB3), Lojas Renner (LREN3) e Riachuelo (GUAR3).

O quão mais barata? A comparação de uma cesta com oito produtos mostrou que a Shein é 1% mais barata que a Riachuelo, 7% mais barata que a Renner e 12% mais barata que a C&A.

Só que a diferença entre Shein e as brasileiras vem diminuindo ao longo do último ano. C&A, por exemplo, aumentou os preços em 15% desde janeiro, enquanto os valores cobrados pela Shein subiram 3% no mesmo período.

A Zara continua sendo a varejista mais cara da amostra, com preços ainda mais altos do que no início do ano, de acordo com banco. 

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Tarifas dos EUA e taxa das blusinhas afetam a Shein

O BTG também aponta que, após reajustes de preços nos Estados Unidos — impulsionados por novas tarifas sobre encomendas de até US$ 800 —, os produtos da Shein passaram a ser 6% mais baratos no Brasil do que no mercado norte-americano.

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Só que o cálculo não é tão simples assim. Quando ajustado o poder de compra entre os EUA e o Brasil, o mesmo produto chega a ser 117% mais caro no Brasil, um reflexo da renda brasileira ser menor.

O relatório destaca que a taxa das blusinhas, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50 no Brasil, afetou o volume de importações — especialmente aquelas realizadas via Shein e Shopee.

Dados do programa Remessa Conforme mostram uma queda acentuada nos envios abaixo de US$ 50 desde agosto, possivelmente como reflexo desse novo custo.

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A leitura do BTG é de que essa queda está diretamente relacionada ao aumento da carga tributária, o que reduz a atratividade das plataformas estrangeiras de baixo custo.

BTG aponta para cuidado em relação ao varejo de moda

Os analistas do BTG destacam a C&A como uma das preferidas no setor de moda, elogiando a performance recente e posicionamento competitivo, mesmo com aumento de preços.

A Lojas Renner também é uma das principais apostas no segmento, reforçando a confiança do banco na resiliência e estratégia da empresa.

Já a Guararapes, controladora da Riachuelo, é vista com cautela pelo BTG. Apesar de estar ganhando participação de mercado, empresas voltadas para classes média e baixa enfrentam pressão de preços vindos de plataformas internacionais como Shein e Shopee.

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Apesar dos desafios tributários, o BTG pontua que a Shein e a Shopee seguem focadas no Brasil e vêm ampliando operações por aqui, com destaque para parcerias com vendedores nacionais e campanhas de marketing adaptadas ao público brasileiro.

A Shein, inclusive, vem investindo no marketplace local, reduzindo gradualmente o peso das vendas feitas diretamente da China.

A Zara, que não possui ação listada na B3, é apontada como a varejista mais cara, mas conseguiu manter margens e reforçar o posicionamento premium no Brasil.

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