Serena (SRNA3) vai ou não vai sair da B3? Em votação à distância para OPA, acionistas ficam em cima do muro e maioria se abstém
A oferta pública de aquisição feita pelas gestoras Actis e GIC ainda terá que ser aprovada pela assembleia geral extraordinária

A oferta pública de aquisição (OPA) das gestoras Actis e GIC — do fundo soberano de Cingapura — para fechar o capital da Serena Energia (SRNA3), realizada em maio, não veio como uma surpresa para o mercado, que já vinha especulando a transação. Porém, isso não quer dizer que a saída da companhia elétrica da B3 ocorrerá sem turbulências.
Segundo documento divulgado na noite de ontem (24) pela Serena, a maioria dos acionistas optou por se abster da decisão em votação à distância. Entre os mais de 307 milhões votos computados, 55,3% indicaram a abstenção.
Apesar de a maioria dos investidores ter ficado em cima do muro, a empresa também registrou mais de 135 milhões votos para a aprovação da OPA, enquanto apenas 1,64 milhão rejeitaram a proposta.
Agora, a oferta pública de aquisição terá que ser aprovada pela assembleia geral extraordinária, que também vai decidir pela dispensa da aplicabilidade da cláusula de poison pill à oferta. Porém, a data para a reunião ainda não foi anunciada.
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A OPA da Serena Energia no detalhe
Para a saída da empresa da bolsa brasileira, a Actis e GIC oferecem R$ 11,74 por ação. Na época da divulgação da proposta, a oferta representava um prêmio de 10% em relação ao preço das ações.
Segundo documento divulgado pelas gestoras, o objetivo da OPA é “simplificar a estrutura corporativa e organizacional da companhia, conferindo maior flexibilidade na gestão financeira e operacional das suas operações”.
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Vale lembrar que a oferta pública de aquisição vem em meio ao processo de redução de dívidas da Serena, após alcançar uma alavancagem de 6,8 vezes a dívida líquida/Ebitda em 2023. No fim do ano passado, a companhia conseguiu reduzir a taxa para 4,38 vezes.
Caso a operação seja concluída, o FIP Actis controlará a companhia, segundo prevê um acordo celebrado pelos acionistas. Atualmente, a Actis é a maior acionista da Serena.
Rumores sobre o desejo da gestora em fechar o capital da empresa já rondavam o mercado cerca de três meses antes do anúncio.
Após a entrada do fundo soberano de Cingapura, as gestoras conseguiram propor um preço que fizesse sentido para os demais investidores, em especial a Tarpon, que detém o equivalente a 20,3% do capital social total da Serena Energia atualmente.
Caso a oferta pública de aquisição seja aprovada em assembleia, a Tarpon precisará vender a totalidade de suas ações.
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