O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Atualização do Counter-Strike 2 derruba o valor do mercado de skins emR$ 9,14 bilhões e expõe a dimensão bilionária da economia virtual dos games
US$ 1,7 bilhão (equivalente a R$ 9,14 bilhões) evaporou em poucas horas, tudo com a última atualização de Counter Strike 2. Parece estranho para quem não faz parte da comunidade de jogadores e entusiastas que acompanham a franquia, mas o mercado de skins — itens de personalização visual que alteram a aparência de personagens, armas ou veículos, sem mudar as mecânicas dos jogos — do videogame movimenta cifras bilionárias no mundo real.
Em uma reviravolta que lembra os primórdios do mercado financeiro, a Valve, desenvolvedora de Counter-Strike, provocou uma turbulência entre os gamers ao liberar um novo tipo de troca em sua mais recente atualização, que alterou a dinâmica de preços dentro e fora do jogo.
De um dia para o outro, o valor de mercado de skins de Counter-Strike 2 despencou de US$ 5,9 bilhões para US$ 4,2 bilhões.
O novo sistema permite que jogadores troquem cinco skins de armas de qualidade Covert (vermelha) por uma faca ou luva. À primeira vista, a mecânica parece simples, mas, em um ambiente onde os preços variam de centavos a milhares — ou até milhões — de dólares, qualquer ajuste pode ser suficiente para provocar uma disrupção.
Embora o mercado de skins possa parecer apenas um detalhe estético, ele funciona como um sistema econômico próprio para quem participa dele. Facas, luvas e armas personalizadas são tratadas como ativos virtuais que podem ser comprados, vendidos e trocados por dinheiro real.
A escassez de determinados itens e a busca por aparências raras criam um ambiente de valorização, especulação e volatilidade, impulsionado pela percepção de valor e pelo comportamento coletivo dos jogadores. O que nasceu como uma forma de personalização se transformou em um mercado paralelo robusto e bilionário.
Leia Também
Longe vão os dias em que Counter-Strike era apenas um jogo de lan house. A franquia hoje incorpora mecanismos de mercado reais, dentro e fora da Steam. As skins se tornaram ativos digitais que lembram NFTs, embora com suas próprias regras de criação e negociação.
O novo sistema de trocas oferece uma alternativa mais barata para obter itens raros, e potencialmente lucrativos. Antes, essas conquistas eram restritas às aberturas aleatórias de caixas, um sistema de sorteio em que os jogadores adquirem “caixas” por microtransações ou ao cumprir objetivos no jogo. Em outras palavras, as movimentações eram muito mais caras devido à oferta limitada de itens.
Na prática, com a mudança lançada pela Valve, qualquer jogador agora pode conseguir uma faca ou luva sem pagar os altos valores do mercado, que ultrapassam facilmente os mil dólares.
Segundo dados do FloatDB, um banco de dados de skins de terceiros, existem cerca de 20 milhões de skins Covert em circulação, excluindo facas e luvas. Esse número poderia chegar a 29 milhões se todas as skins de nível inferior fossem trocadas. No cenário improvável em que todas essas skins Covert fossem convertidas em facas e luvas, o fornecimento dobraria de 5,5 milhões para 11 milhões.
Mesmo que apenas 5% dessas skins fossem transformadas, o impacto já seria suficiente para gerar um abalo. Diante disso, alguns comerciantes correram para vender suas skins mais valiosas antes que o mercado desabasse, desencadeando uma reação em cadeia que derrubou os preços.

Considerando decisões anteriores da Valve, como o bloqueio de sete dias para trocas de itens recém-negociados, é improvável que a empresa encerre as mudanças por aqui.
O que começou como um sistema de recompensas para manter os jogadores engajados e gerar renda extra acabou se tornando um mercado em si mesmo. O mercado de skins nasceu como um recurso estético, mas evoluiu para um sistema econômico em que itens virtuais assumem valor real.
Empresas como a Valve lucram com esse modelo por meio da venda direta de skins, microtransações e taxas aplicadas sobre negociações entre jogadores em marketplaces oficiais, transformando a personalização digital em uma das principais fontes de receita da indústria de games.
Até a última atualização, o sistema de Counter-Strike 2 permitia combinar dez skins da mesma raridade para obter uma de nível superior, em uma escala que ia das azuis (comuns) até as vermelhas (raras). As douradas — facas e luvas, os itens mais cobiçados — ficavam fora dessa mecânica e só podiam ser obtidas nas caixas aleatórias, com probabilidade mínima de cerca de 0,2%.
Esses itens dourados se tornaram, ao longo dos anos, uma espécie de ativo digital dentro do jogo. Como podem ser vendidos tanto no marketplace da Steam quanto em plataformas externas, passaram a ter valor real. Há facas e luvas custando de US$ 150 a US$ 15 mil, dependendo da raridade e do estado de conservação. Esse mercado transformou o jogo em um espaço de especulação, com investidores do mundo todo negociando itens virtuais como forma de investimento. Em seu auge, o mercado de skins ultrapassou US$ 6 bilhões em valor de mercado.
Apesar do impacto inicial da nova atualização que desestabilizou a maneira como o ecossistema veio funcionando até então, a expectativa é de que o mercado volte a se equilibrar. Isso porque o aumento no uso de skins em trocas tende a reduzir a quantidade disponível dos itens intermediários (azuis, roxos, rosas e vermelhos), o que pode fazer seus preços voltarem a subir nos próximos meses.
O episódio reforça como uma simples mudança de sistema foi capaz de movimentar um mercado que há muito tempo deixou de ser apenas parte do jogo. O universo de Counter-Strike 2 se comporta hoje como uma verdadeira bolsa de valores virtual, com especuladores, investidores e movimentos de pânico que não ficam muito atrás do mundo real.
Entre os motivos para a elevação do rating, e por que a Moody’s acredita que a aquisição do campo de Peregrino pode elevar a produção e o Ebitda da companhia
Os transbordamentos de água em instalações da mineradora ocorreram em Ouro Preto e Congonhas, no último domingo (25), em meio a um período de chuvas intensas na região central de Minas Gerais
O Seu Dinheiro consultou especialistas no setor financeiro para entender se há, de fato, um risco real para os bancos digitais no Brasil. Por que a resposta unânime é “não”?
No dia anterior, a mineradora já havia confirmado um rompimento de um dique em Ouro Preto; a empresa afirmou que não houve feridos e que as comunidades próximas não foram afetadas
Kandir integrou diversos órgãos da administração da companhia aérea ao longo dos últimos anos; além disso, já foi ministro do governo FHC e comandou o Ipea
Depois do desconto do novo IR na fonte, os acionistas que tiverem direito ao provento receberão R$ 0,01423 por ação ordinária e R$ 0,01565 por ação preferencial
Valor do capital social da Azul continuará em R$ 16,77 bilhões. O total de ações ordinárias, porém, será reduzido para 9,253 trilhões
A divisão de siderurgia é só uma das que podem sair das mãos da CSN neste ano. Neste mês, a companhia anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.
Com a mudança, o preço médio do combustível vendido pela estatal passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro
A Emirates Global Aluminium, a Aluminum Corporation of China (Chinalco) e um terceiro proponente estariam competindo pela compra da CBA, informou a Reuters
Com mais dois prédios, o bairro de Pinheiros passará a concentrar quatro escritórios do Nubank no Brasil, com 5.700 estações de trabalho, cinco vezes mais que hoje
O objetivo inicial é restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia nos próximos dois anos. Mas os planos não param por aí
No dia 23, a Gafisa comunicou que o fundo wotan Realty passou a deter 14,72% do capital social da Gafisa. A Wotan é ligada ao empresário Nelson Tanure
Nova controladora levará à CVM o pedido de OPA e prevê mudanças na estrutura administrativa da Emae
Queda do consumo e pressão sobre margens levantam dúvidas sobre o ritmo de expansão da cervejaria no país
Com recomendação de compra, o Bank of America destaca o valuation descontado da mineradora e a meta de aumentar sua produção nos próximos anos
Para analistas, com menos impulso do macro, desempenho passa a depender cada vez mais da gestão de cada banco; veja as novas perspectivas
Os analistas veem três fatores que sustentam a visão positiva para a dona da Havaianas; confira
Henrique Dubugras e Pedro Franceschi fundaram a Brex em 2017, alcançaram US$ 12,3 bi em valuation em 2022 e agora venderam a fintech para a Capital One
A gigante do e-commerce está triplicando a aposta no entretenimento como forma de atrair clientes para os seus serviços core, incluindo a plataforma de e-commerce e o Mercado Pago