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O Santander começa a temporada de balanços dos grandes bancos, com divulgação marcada para esta quarta-feira (30), antes da abertura. Confira as apostas dos analistas para o resultado
Em menos de 24 horas, o Santander Brasil (SANB11) vai revelar seus números do segundo trimestre de 2025 (2T25). E, ao contrário do começo do ano, quando o banco surpreendeu positivamente, as expectativas para esta rodada de resultados não são tão animadoras.
A divulgação está marcada para esta quarta-feira (30), antes da abertura dos mercados.
O que se espera, no entanto, é um desempenho mais modesto para o Santander, com pressão sobre a lucratividade do banco, dado o aumento das provisões e um custo operacional mais alto.
A previsão do mercado é de um lucro líquido ajustado de R$ 3,819 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg. Isso representaria um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2024, mas um leve recuo de 1% frente ao primeiro trimestre de 2025.
Isso, claro, se reflete na rentabilidade, que deve seguir uma trajetória de declínio sequencial, segundo os especialistas.
Os analistas preveem um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 16,3%, segundo a média das estimativas compiladas pelo Seu Dinheiro. Isto é, abaixo dos 17,4% registrados no 1T25, mas ainda acima da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15% ao ano.
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Você confere aqui todas as apostas dos analistas para os resultados dos bancões no 2T25.
O Safra acredita que o impacto da alta dos juros no Brasil se fará sentir no Santander Brasil (SANB11) no 2T25, resultando em um descompasso na gestão de ativos e passivos (ALM).
“Estimamos que o crescimento da carteira de crédito será prejudicado pelas oscilações cambiais, resultando em estabilidade no volume de empréstimos frente ao 1T25”, disseram os analistas.
Com a Selic mais elevada, o banco precisará lidar com custos de financiamento mais altos, o que pressiona a margem financeira.
A expectativa dos analistas é que a margem financeira com o mercado — aquele indicador que reflete a remuneração do banco com as operações de tesouraria — também volte para o campo negativo, o que, segundo o Safra, é um dos maiores pontos de atenção para o trimestre.
Contudo, o Goldman Sachs acredita que a melhoria na margem financeira com clientes compensará parcialmente o impacto negativo na margem de mercado.
O UBS BB também prevê um cenário de lucros menores, impulsionado pela desaceleração do crescimento da carteira de crédito, especialmente no crédito corporativo, uma margem financeira mais fraca com o mercado e provisões ligeiramente mais altas.
Mesmo com a queda projetada na rentabilidade, os analistas esperam que o ROE do banco continue superando o custo de capital, de 15,6%.
Por sua vez, a XP Investimentos prevê um pequeno aumento na inadimplência superior a 90 dias. Isso que deve gerar um crescimento nas provisões em relação ao primeiro trimestre.
Já o Citi prevê resultados fracos para o Santander no segundo trimestre. Analistas preveem crescimento tímido dos empréstimos, pressão na margem financeira e tendências mistas nas despesas.
Embora as perspectivas mais cautelosas tenham ganhado força entre os analistas, o mercado ainda não acredita que seja hora de vender os papéis do Santander Brasil (SANB11). Pelo contrário, muitos ainda mantêm uma visão otimista.
De acordo com a plataforma TradeMap, das nove recomendações compiladas, cinco são de compra e quatro são neutras.
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