O segredo da empresa subestimada que caiu nas graças dos tubarões da Faria Lima e paga dividendos todo mês
As ações VULC3 estão ganhando o coração dos investidores com dividendos mensais e um yield de 8% projetado para este ano; agora, o UBS passou a cobrir os papéis e tem recomendação de compra

A Vulcabras (VULC3) tem conquistado cada vez mais espaço — e corações — na Faria Lima. Com resultados em alta há 20 trimestres consecutivos e o pagamento mensal de dividendos, a companhia não atrai apenas os “tubarões” do mercado, como também também busca fisgar as “sardinhas” da bolsa.
A dona das marcas Olympikus, Under Armour e Mizuno já colecionava algumas recomendações de compra por parte de bancões como o BTG Pactual, XP e Itaú BBA.
Agora foi a vez do UBS BB iniciar a cobertura dos papéis, com um buy bem grande na lateral do relatório divulgado na última quinta-feira (16).
Por trás desse sucesso, está a estratégia go-to-market (GTM), desenvolvida pela companhia para usar dados de mercado a fim de impulsionar as vendas, enquanto captura participação no setor de artigos esportivos e evita a canibalização entre as marcas.
Quem contou os detalhes da estratégia em uma entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro foi o CFO da Vulcabras, Wagner Dantas:
“A gente desenvolveu esse sistema dentro de casa. Com ele, eu capto os dados de sell-out [venda] da maioria dos meus clientes. Quando lançamos uma coleção, já conseguimos entender — por região, perfil de loja, modelo e até cor — o que está vendendo bem e qual produto não se encaixou. Essa retroalimentação traz inteligência de mercado”, conta Dantas.
Leia Também
Você pode conferir a reportagem completa neste link.
Além dos dividendos, por que o UBS acredita que é hora de comprar as ações da Vulcabras?
De acordo com o banco, a empresa atua em um setor avaliado em cerca de R$ 32 bilhões e que está em franca expansão. Dentro do mundo dos calçados, os esportivos estão na frente: crescem acima da média e representam 58% da categoria, apoiados pela expansão da comunidade de corredores no Brasil.
“A Olympikus se destacou como o calçado mais usado na Maratona Internacional de São Paulo, com 29% dos participantes usando a marca, impulsionada pelo sucesso do modelo de performance “Corre”, responsável por mais de 20% da receita da Olympikus e o mais usado entre corredores brasileiros no app Strava”, escrevem os analistas Vinicius Strano, Isabella Lamas e Luca Biasi.
Esse é o principal fator que deve sustentar uma projeção de crescimento anual (CAGR) de 11% em cinco anos. Aliás, na visão do banco, a companhia está sendo subestimada pelo mercado.
Além disso, o modelo verticalmente integrado da Vulcabras — que abrange desenvolvimento de produto, fabricação local e distribuição — oferece uma vantagem competitiva essencial, com um tempo entre o início do desenvolvimento e a chegada Às prateleiras (time-to-market) de cerca de quatro meses, aproximadamente um terço do tempo dos principais concorrentes.
“Essa agilidade permite que a empresa responda rapidamente às tendências de consumo, ajude varejistas a manter estoques mais enxutos e sustente ganhos contínuos de participação de mercado”, diz o relatório.
- VEJA TAMBÉM: BOLSA em alta: OPORTUNIDADE ou voo de galinha? O que você PRECISA saber - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Menos pressão
O banco também avalia que os investimentos em mão de obra, que vinham pressionando as margens da companhia nos últimos trimestres, já foram normalizados — e, por isso, não são esperados novos impactos relevantes nessa frente.
“Não esperamos novos aumentos relevantes no quadro de funcionários, o que deve permitir à VULC retomar a expansão de margem, apoiada por um mix de produtos mais premium, crescimento do canal direto ao consumidor e alavancagem operacional. As margens devem subir de 21,2% em até o fim de 2025 para cerca de 22% a 23% no longo prazo”, escreve o time de análise do UBS BB.
No lado das matérias-primas, os principais insumos — PVC, EVA e resinas de PU — são de origem local. Caso esses materiais tenham aumento no preço, on banco ressalta que a empresa tem historicamente repassado a inflação de custos aos consumidores.
As despesas operacionais (SG&A) também devem se normalizar após o pico de gastos com marketing em 2025, com a alavancagem operacional promovendo uma diluição gradual. Os investimentos (capex) devem seguir trajetória semelhante, atingindo o pico em 2025 antes de recuar.
Isso, na visão do banco, deve sustentar um crescimento de lucro de 10%, geração de fluxo de caixa livre (FCF) e um dividend yield de 8%.
O UBS BB também projeta que a margem Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) se expanda cerca de 22,4% até o final de 2029, versus os 21,2% esperados para o final deste ano.
Isso indica que o banco espera uma melhora na eficiência operacional da empresa, ou seja, ela deve conseguir lucrar mais com o mesmo volume de receita.
O preço-alvo para os papéis é de R$ 24, um potencial de quase 23% de alta em relação ao fechamento da última quinta-feira (16).
Veja também - Por dentro do colapso da Ambipar: o escândalo que abalou a B3
RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO