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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

SD ENTREVISTA

“O objetivo é dominar o Nordeste”, dizem CEOs de Direcional e Moura Dubeux sobre parceria, que já tem 5 projetos para este ano

Em conversa com o Seu Dinheiro, os CEOs Ricardo Gontijo e Diego Villar detalham a estratégia por trás da joint venture entre Direcional e Moura Dubeux, que pretende chegar a quatro capitais nos próximos 12 meses

Bia Azevedo
Bia Azevedo
1 de outubro de 2025
11:55 - atualizado às 11:29
Díptico de retrato com dois executivos de construção civil. À esquerda, Ricardo Gontijo, CEO da Direcional, aparece em um fundo vermelho escuro, vestindo um terno cinza de dois botões e uma camisa social branca. Ele está com os braços cruzados, tem cabelo escuro penteado para trás, e olha diretamente para a câmera com uma expressão séria. À direita, Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, está em um ambiente interno mais claro, possivelmente um escritório com outras pessoas desfocadas ao fundo. Ele usa uma camisa social branca, sem gravata, tem cabelo escuro penteado, e sorri levemente para a câmera. Os dois retratos são unidos verticalmente, destacando os líderes de duas grandes incorporadoras brasileiras
Ricardo Gontijo, CEO da Direcional (à esquerda), e Diego Villar, CEO da Moura Dubeux (à direita) - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

“O objetivo é a liderança do mercado de Minha Casa Minha Vida no Nordeste”. Essa é a expectativa dos CEOs da Direcional (DIRR3), Ricardo Gontijo, e da Moura Dubeux (MDNE3), Diego Villar, para a parceria entre as companhias, anunciada na última segunda-feira (29)

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Em entrevista ao Seu Dinheiro, os executivos revelaram que já têm cinco projetos aprovados para lançamento ainda neste ano. Para os próximos 12 meses, a joint venture deve ganhar corpo em Salvador (BA), Natal (RN), Recife (PE) e Fortaleza (CE) — onde a Moura é mais forte hoje. Mas não para por aí.

A intenção é chegar às outras três praças em que a companhia, líder no Nordeste, atua: nos estados de Alagoas, Paraíba e Sergipe.

Vale lembrar que a parceria une forças complementares: a Direcional traz sua ampla experiência no Minha Casa Minha Vida — um diferencial que interessa à Moura Dubeux — enquanto a pernambucana abre as portas de uma nova região para a sócia.

A joint venture não será uma marca nova no mercado, mas carregará a bandeira das duas empresas, com as subsidiárias Riva, da Direcional, Mood e Única, da Moura Dubeux. “Traz muita credibilidade e é muito mais forte do que se fossemos tentar criar um nome novo no mercado”, diz Villar.

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Uma nova avenida de crescimento

A parceria com a Moura Dubeux chega em um momento importante para a Direcional: após um rali histórico no ano, a construtora passou a enfrentar questionamentos de analistas sobre a sustentabilidade do seu ritmo de crescimento.

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Recentemente, o JP Morgan cortou a recomendação para as ações da mineira de compra para neutra pelo menor potencial de valorização na comparação do setor, apesar da execução sólida. Visão que o Itaú BBA ressoou em um relatório recente.

Com a Moura abrindo as portas para um novo mercado, essa percepção pode ser colocada em xeque — a depender dos resultados da joint venture, que podem destravar uma nova avenida de crescimento para a companhia, segundo o BTG Pactual.

“Sem dúvida, juntos conseguimos ir além do que faríamos isoladamente. Essa parceria caminha exatamente nessa direção: quanto maior a escala, mais competitivos e eficientes nos tornamos, agregando valor ao cliente e fortalecendo a marca. A união com a Moura Dubeux, portanto, é uma forma de acelerar nossa presença no Nordeste”, afirma Gontijo.

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Mas o mercado ainda precisa ver detalhes da parceria para ‘botar fé’ de que seria algo transformacional para a dupla de construtoras, de acordo com a XP. 

Até porque, segundo as companhias, cada projeto será analisado individualmente, com obrigações e participação variando conforme o empreendimento. Na avaliação da casa, isso limita a possibilidade de mensurar o impacto imediato da união. Apesar da cautela, a XP enxerga benefícios relevantes para as duas empresas.

“Não vamos revolucionar nenhum mercado, mas quando duas empresas grandes se juntam para oferecer produtos de qualidade no Nordeste, onde o mercado é bastante carente, eu acho que, para região, isso pode ser transformacional”, afirma Villar.

Já Gontijo destaca: “a gente procura trabalhar e depois apresentar os resultados. É o momento de a gente focar no que sabemos fazer de melhor e depois realmente mostrar o que vemos de potencial hoje, na prática”.

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Na visão do BTG Pactual, a parceria deve gerar resultados sólidos no futuro, já que ambas as empresas se destacam em suas operações. O banco tem recomendação de compra para as duas ações.

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