O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
A temporada de balanços das varejistas terminou com um gosto amargo entre os investidores brasileiros, com a Americanas (AMER3) entregando números ainda impactados pela reestruturação que sucedeu a crise após a fraude contábil multibilionária.
A varejista comandada por Leonardo Coelho foi o azarão da temporada. A companhia — que foi a última grande varejista brasileira a divulgar o balanço trimestral — não só reverteu lucro em prejuízo, como também enfrentou pressão sobre a rentabilidade e viu o e-commerce encolher pela metade.
Contudo, ela não foi a única a frustrar o mercado. No geral, a avaliação dos analistas é que o setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre.
Nomes como o Magazine Luiza (MGLU3) e a Casas Bahia (BHIA3) deixaram a desejar, com indicadores considerados fracos pelos analistas, especialmente quando o assunto são as vendas online.
O brilho da vez ficou novamente com Mercado Livre (MELI34), que ofuscou os concorrentes outra vez ao apresentar resultados fortes e desempenho acima dos pares brasileiros.
| Empresa | Lucro/prejuízo líquido | Receita líquida | GMV |
|---|---|---|---|
| Mercado Livre (MELI34) | US$ 639 milhões (+287% a/a) | R$ 3,67 bilhões, na conversão atual | US$ 6,1 bilhões (+37% a/a) | R$ 35,1 bilhões, na conversão atual | US$ 14,5 bilhões (+8% a/a) | R$ 83,4 bilhões, na conversão atual |
| Casas Bahia (BHIA3) | -R$ 452 milhões (-54% a/a) | R$ 7,981 bilhões (+7,6% a/a) | R$ 12,06 bilhões* (+9,9% a/a) |
| Magazine Luiza (MGLU3) | R$ 294,8 milhões (+38,9% a/a) | R$ 10,79 bilhões (+2,3% a/a) | R$ 18,4 bilhões* (+3% a/a) |
| Americanas (AMER3) | -R$ 586 milhões (revertendo lucro de R$ 2,5 bilhões no 4T23) | R$ 4,37 bilhões (-4,50% a/a) | R$ 6,52 bilhões* (-2,3% a/a) |
Favorito absoluto no mercado, o Mercado Livre (MELI34) seguia como a principal aposta para se destacar nesta temporada de balanços e fez jus à preferência ao superar todas as expectativas dos analistas.
Leia Também
Em termos financeiros, o lucro líquido praticamente quadruplicou em relação ao quarto trimestre de 2023, bem acima das estimativas do mercado.
Na contramão das varejistas brasileiras, um dos pontos positivos do balanço do Meli foi justamente a performance de vendas, que são online por natureza.
O gigante argentino do e-commerce viu o GMV (volume bruto de mercadorias, indicador de volume de receita gerada nos canais digitais) no Brasil subir 32% (ou R$ 9,9 bilhões) no comparativo anual, para R$ 41 bilhões.
A performance supera em muito a de pares como Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia, que registraram avanços anuais de R$ 139 milhões e R$ 78 milhões no GMV, respectivamente.
Analistas também avaliam que as melhorias operacionais do Meli foram mais do que suficientes para compensar o aumento das provisões no negócio de crédito, cuja carteira de crédito aumentou 74% na base anual, com maior participação do cartão de crédito no mix do portfólio.
“Como a discussão sobre as taxas de juros e uma potencial desaceleração do consumo (principalmente no segundo semestre) ainda estão no centro das atenções, com potenciais impactos negativos para o crescimento da receita líquida das empresas e para os processos de desalavancagem, somos conservadores na exposição ao setor”, avalia o BTG Pactual.
O banco hoje conta com uma combinação preferida de empresas no setor de varejo que apresentam um melhor momento e menos espaço para revisões negativas de lucros — e o Mercado Livre está entre os poucos papéis que figuram na lista.
Em direção diametralmente oposta à argentina, as varejistas do Brasil trouxeram números amargos no quarto trimestre, com a Americanas (AMER3) demandando dos investidores locais um tira-gosto do sabor deixado pela temporada de resultados.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO da Americanas, Leonardo Coelho, afirmou que a varejista deve levar “cinco ou seis trimestres” para superar a crise causada pela fraude contábil da administração anterior.
No quarto trimestre, além do prejuízo líquido de R$ 586 milhões e de uma queima de caixa milionária no trimestre, a Americanas enfrentou ainda forte pressão sobre o e-commerce, com queda de quase metade das vendas no canal digital em relação ao ano anterior.
Segundo o CEO, o segmento digital atingiu uma estabilidade e deve voltar a crescer no início de 2026.
No entanto, o resultado futuro será “muito menor do que o marketplace era no passado”, visto que o modelo antigo era “referência por conta de anabolizantes”, com ofertas não rentáveis e sustentáveis de cashback, frete grátis e parcelamento em 12 vezes sem juros.
Além da Americanas, outras varejistas brasileiras deram sinais de que o e-commerce está começando a vacilar diante das altas taxas de juros no país.
O Magazine Luiza (MGLU3) também entregou resultados vistos pelo mercado como fracos, com uma performance aquém das expectativas na divisão de e-commerce, parcialmente compensada por uma tendência de melhoria nas operações de lojas físicas.
O mercado prevê novas pressões para o Magalu daqui para frente, vindas do crescimento mais lento do GMV online devido à exposição a categorias altamente cíclicas, como eletrônicos e eletrodomésticos, e à perspectiva competitiva acirrada no canal online.
Além disso, as altas taxas de juros no Brasil devem bater diretamente nos resultados da Luizacred, a joint venture do Magalu e do Itaú Unibanco com foco em cartões de crédito, e levar a um alto custo de financiamento, impactando os resultados financeiros da varejista.
Quanto à Casas Bahia (BHIA3), a avaliação do mercado é que a frustração com o balanço veio da linha da lucratividade, com um prejuízo pior que o esperado, resultado de despesas financeiras acima do previsto para o trimestre, e vendas digitais mais fracas.
O banco Safra também destacou que a baixa redução da dívida líquida reforça o desafio da varejista em reverter o prejuízo líquido.
A XP considerou os resultados da Casas Bahia mistos, com boas tendências, embora ainda pressionados pela alavancagem. Para a corretora, a rentabilidade foi novamente o destaque do trimestre diante da maior qualidade dos estoques, do mix de produtos e do aumento da penetração de serviços e soluções financeiras.
Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações
Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa
Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D
Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena
Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas
De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.
Locadora diz ter alcançado os melhores níveis de alavancagem, custo e prazo médio da dívida em três anos
Apesar dos anúncios, as ações da petroleira operam perto da estabilidade, acompanhando o movimento do petróleo no mercado externo
Marcelo Noronha sustenta a estratégia step by step e afirma que acelerar agora pode custar caro no futuro. Veja o que disse o executivo.
O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo, com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações das varejistas de moda
Ações do MPF, do governo de Minas e do MP estadual miram episódios nas unidades de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas
Mesmo depois de resultados dentro do esperado no quarto trimestre de 2025, os investidores reagiram negativamente à divulgação; entenda o movimento
Lucro cresce pelo oitavo trimestre seguido e ROE supera o custo de capital, mas ADRs caem em Wall Street; veja os destaques do balanço
Megafusão de mais de US$ 260 bilhões sai de cena após empresas não conseguirem chegar a um acordo que beneficiasse os acionistas
Rumores de um possível pedido de Chapter 11 da Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, pressionam as ações hoje
Spotify anuncia parceria com a Bookshop.org para vender livros físicos em seu aplicativo.
Uma única ferramenta derrubou as ações da Totvs (TOTS3) em cerca de 20% em dois dias. Investidores venderam a ação em meio a temores de que o avanço da inteligência artificial tire espaço dos programas da empresa de tecnologia brasileira. No entanto, segundo o Itaú BBA e o Safra, a queda pode ser uma oportunidade […]
Segundo a empresa dona do ChatGPT, a tecnologia será capaz de executar tarefas reais do dia a dia, indo além de testes isolados
A Ciabrasf ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital, alvo de operações da PF no ano passado
Trocas no alto escalão ocorrem menos de dois meses após o conselho reafirmar a atual gestão; conselho e diretoria também passaram por mudanças