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Lars Fruergaard Jørgensen liderou a Novo Nordisk por oito anos e deixará suas funções depois de um período de transição para a nova liderança
O “trono” para liderar a Novo Nordisk (NVO) vai ter um novo dono, após a farmacêutica dinamarquesa anunciar a saída do atual CEO, Lars Fruergaard Jørgensen, nesta sexta-feira (16).
Jørgensen liderou a farmacêutica dinamarquesa por oito anos e deixará suas funções depois de um período de transição para a nova liderança.
A sucessão acontece com as ações da Novo Nordisk caindo 50,8% nos últimos 12 meses e com aumento da pressão de concorrentes na corrida por novos remédios contra obesidade. A Novo Nordisk é fabricante do Ozempic e do Wegovy.
Após o anúncio, a ação da farmacêutica chegou a cair 2,97% em Nova York por volta das 15h50, sendo negociada a US$ 64,22.
Em nota, a Novo Nordisk disse que ainda não definiu quem assumirá o comando da farmacêutica, afirmando que a busca pelo sucessor de Jørgensen está em andamento, e um anúncio será feito "em breve".
Em abril, a farmacêutica Eli Lilly anunciou que sua pílula diária contra obesidade atingiu as metas do primeiro teste em estágio avançado. Pacientes com diabetes tipo 2 registraram queda nos níveis de açúcar no sangue e perda de peso corporal, com uma segurança comparável às injeções que já são populares no mercado.
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Os dados da Eli Lilly eram muito aguardados pelo mercado. A possibilidade de uma pílula diária — chamada orforglipron — deve concorrer com a pílula Rybelsus, da Novo Nordisk, disponível no Brasil desde 2022. Também seria uma alternativa às injeções semanais, mais conveniente para os consumidores, além de mais fácil e barata de fabricar.
Este avanço da Eli Lilly é uma má notícia para a Novo Nordisk e outros rivais que tentam adentrar este mercado, como a Pfizer. A pílula “poderia ser facilmente fabricada e lançada em larga escala para uso por pessoas em todo o mundo”, disse a Eli Lilly no comunicado ao mercado.
Se aprovado pelos órgãos regulatórios, o orforglipron poderá aumentar a acessibilidade de pacientes ao tratamento de ambas as doenças, além de aliviar a escassez de suprimentos das injeções que se tornaram tão populares no mercado.
2025 tem se mostrado um ano difícil para a Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Wegovy.
A empresa desfrutou da vantagem de ser pioneira no crescente mercado de perda de peso, mas tem lutado para aumentar a capacidade de produção conforme tenta atender à crescente demanda.
Isso levou à escassez de medicamentos e à restrição de lançamentos no mercado, enquanto lida com resultados decepcionantes dos testes de sua próxima geração de medicamentos experimentais para obesidade, que afetaram duramente as ações.
A farmacêutica dinamarquesa perdeu o posto de empresa mais valiosa da Europa após a derrocada de 27% de suas ações em março — seu pior desempenho mensal desde 2002 — e viu os resultados de seu novo medicamento para perda de peso e diabetes darem muito errado.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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