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A petroquímica tenta ganhar tempo com reforço, que leva o caixa da empresa a US$ 2,3 bilhões
Sendo dilacerada na bolsa de valores diante de um ceticismo cada vez maior entre os investidores e com o risco de recuperação judicial no radar, a Braskem (BRKM5) vem buscando alternativas para manter sua liquidez e atravessar o momento complicado.
Como parte dessa estratégia, a companhia informou na última sexta-feira (3) que realizou o saque de US$ 1 bilhão de uma linha de crédito stand-by que tinha disponível. Com a operação, o caixa da empresa passou a somar US$ 2,3 bilhões — valor preliminar e não revisado por auditoria.
Uma linha de crédito stand-by é um tipo de empréstimo pré-aprovado que a empresa tem disponível para usar em caso de necessidade, mas que não precisa sacar imediatamente.
A petroquímica destacou que segue focada em iniciativas de resiliência e transformação, com o objetivo de mitigar os efeitos do cenário desafiador e reforçar a competitividade do setor no Brasil.
O anúncio acontece em um momento em que parte do mercado teme que a petroquímica opte no curto ou médio prazo por uma recuperação judicial (RJ) ou por uma recuperação extrajudicial (RE), depois de a empresa ter contratado assessores para ajudar na reestruturação do seu capital.
A Braskem fechou o segundo trimestre de 2025 com uma dívida líquida de US$ 6,8 bilhões e um múltiplo de alavancagem, medida pela sua relação com o Ebtida (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), de 10,59x. Apenas entre abril e junho, a empresa queimou R$ 1,4 bilhão em caixa.
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A petroquímica chegou à situação atual após quase nove anos de problemas combinando questões operacionais, financeiras e ambientais. O ponto de partida foi o afundamento do solo em Maceió, que gerou um passivo ambiental bilionário e exigiu um acordo complexo com autoridades e moradores da região. Você pode entender melhor nesta reportagem do Seu Dinheiro.
Com informações do Money Times
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