Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

CHAMOU O VAR

Nippon Steel e U.S. Steel não aceitam cartão vermelho de Biden e vão à Justiça contra o governo dos EUA por fusão bilionária

A aquisição da U.S. Steel pela Nippon Steel vem sendo alvo de debates desde dezembro de 2023, quando foi anunciada. Agora, as empresas querem revisão sem influências políticas

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
6 de janeiro de 2025
17:02 - atualizado às 9:43
Foto do presidente dos EUA, Joe Biden
Imagem: Shutterstock

A japonesa Nippon Steel e a norte-americana U.S. Steel receberam cartão vermelho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e agora decidiram chamar o VAR. As empresas entraram nesta manhã (6) com uma ação judicial contra o governo norte-americano contra o veto da Casa Branca à fusão das companhias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O processo alega que Biden violou a Constituição do país ao bloquear a aquisição da U.S. Steel pela Nippon Steel sob a justificativa de segurança nacional.

Anunciada em dezembro de 2023, a operação é avaliada em US$ 14,9 bilhões. Desde então, vem gerando agitação política e foi alvo de comentários durante a campanha eleitoral dos EUA em 2024. Tanto Biden quanto Donald Trump, que toma posse no próximo dia 20, vinham se posicionando contra a aquisição.

Agora, as empresas afirmam que Biden prejudicou a decisão do Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS), que analisa investimentos estrangeiros em busca de riscos à segurança nacional.

Além disso, o processo alega que o atual presidente violou o direito das companhias a uma revisão justa e solicita que o tribunal federal anule a decisão de Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Nippon Steel e a U.S. Steel exigem ainda que seja garantido outra chance de aprovação por meio de uma nova revisão de segurança nacional, livre de influência política.

Leia Também

Por que Biden deu cartão vermelho para o negócio?

No final de dezembro, o CFIUS notificou Biden de que não havia chegado a um consenso sobre se a venda da US Steel para a Nippon representaria ou não um risco à segurança nacional, deixando a decisão para o presidente norte-americano.

O veto de Biden veio por meio da emissão de um decreto, indicando a segurança nacional dos EUA como principal empecilho para a conclusão da fusão. 

“Como eu disse muitas vezes, a produção de aço e seus trabalhadores são a espinha dorsal da nossa nação”, disse Biden na ocasião do veto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chefe da Casa Branca  já havia sinalizado oposição ao negócio várias vezes ao longo do último ano, sob o argumento de que a venda poderia eliminar empregos de norte-americanos.

"A U.S. Steel continuará a ser uma orgulhosa empresa norte-americana — de propriedade norte-americana, operada por norte-americanos, por trabalhadores siderúrgicos sindicalizados norte-americanos — os melhores do mundo", disse Biden na nota.

Mais oposição à fusão entre Nippon Steel e U.S. Steel

Além de Biden e Trump, o United Steelworkers se opôs fortemente ao acordo desde o momento em que foi anunciado.

O sindicato argumenta que a Nippon Steel não deu garantias suficientes de que protegeria empregos em algumas das plantas mais antigas da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da oposição ao negócio, especialistas dizem que bloquear o acordo pode ser politicamente popular internamente, mas pode afastar o investimento estrangeiro em outras empresas dos EUA.

Nos bancos dos tribunais

Além do processo que busca anular a decisão de Biden, a Nippon Steel e a U.S. Steel entraram com um processo separado contra Dave McCall, presidente do sindicato United Steelworkers, por suas ações para tentar bloquear o acordo.

Outro executivo que estará enfrentando a Nippon Steel  nos tribunais é Lourenço Gonçalves, CEO da siderúrgica rival Cleveland-Cliffs.

Isso porque a US Steel havia anunciado, em agosto de 2023, que recebeu várias ofertas para comprar a empresa e confirmou que uma delas era da Cleveland-Cliffs. No entanto, as negociações fracassaram. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Nippon Steel afirma que, desde então, a empresa vem realizando uma campanha ilegal para que apenas a Cleveland-Cliffs possa fazer a aquisição da U.S. Steel.

Fadado ao fracasso? Os motivos da impopularidade da fusão entre a U.S. Steel e Nippon Steel

A aquisição da U.S. Steel por uma empresa estrangeira tinha tudo para sofrer grande oposição. Isso porque a companhia é um símbolo do poderio industrial norte-americano.

Apesar de estar muito longe do que já foi um dia, a U.S. Steel já foi considerada a empresa mais valiosa do mundo e a primeira a valer US$ 1 bilhão, após sua criação em 1901.

Contudo, desde o seu auge no pós-Segunda Guerra Mundial, a companhia vem sofrendo décadas de declínio. Atualmente, a U.S. Steel é uma empregadora relativamente menor, com 14 mil funcionários nos EUA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, o peso do símbolo para o país e a região em que está localizada – na Pensilvânia, considerada um Estado-pêndulo nas eleições norte-americanas –, torna a fusão com uma companhia estrangeira um assunto particularmente espinhoso para os políticos dos EUA.

*Com informações da CNBC e CNN News

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

CRÉDITO TRAVADO

Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados

17 de março de 2026 - 11:07

Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

DE VOLTA PARA A DONA

Petrobras (PETR4) vai às compras e paga US$ 450 milhões por fatia da Petronas em dois campos

16 de março de 2026 - 19:45

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio

CHUVA DE PROVENTOS

Dividendos e JCP: saiba quando Itaúsa (ITSA3) pagará R$ 1,3 bilhão aos acionistas

16 de março de 2026 - 19:38

O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar