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A espanhola Iberdrola Energia ofereceu um prêmio de 8% para o preço dos papéis da Neoenergia; confira o que acontece agora
A Neoenergia (NEOE3) anunciou nesta segunda-feira (24) que sua controladora, a espanhola Iberdrola Energia, protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido para realizar uma oferta pública de aquisição (OPA).
Segundo fato relevante, a operação, que envolverá todas as ações ordinárias da companhia atualmente em circulação, tem como objetivo retirar a empresa do Novo Mercado da B3.
A controladora informou que o preço será de R$ 32,50 por papel, o que representa um prêmio de cerca de 8% em relação ao último fechamento, quando a NEOE3 terminou o pregão cotada a R$ 30,10.
O valor, porém, ainda poderá ser ajustado por dividendos eventualmente declarados até a liquidação da oferta e será corrigido pela taxa Selic a partir de 31 de outubro de 2025 — mesma data em que a Iberdrola adquiriu a fatia de 30,29% que pertencia à Previ.
Com o protocolo da OPA, inicia-se hoje o prazo de 15 dias para que acionistas que possuam ao menos 10% das ações em circulação solicitem a contratação de um avaliador independente, conforme prevê a legislação.
De acordo com a Iberdrola, a oferta deverá simplificar a estrutura corporativa da Neoenergia, aumentando a flexibilidade na gestão financeira e operacional.
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A Neoenergia segue uma tendência que já tirou diversas empresas da bolsa brasileira nos últimos anos.
Só neste ano, foram pelo menos nove OPAs: Zamp, Santos Brasil, Eletromidia, Kora Saúde, Carrefour, JBS, Clearsale, Serena Energia e Wilson Sons. Além disso, diversas empresas têm feito programas de recompra de ações, para guardar papéis negociados do mercado em sua própria tesouraria.
Juros altos, ações baratas e interesse de empresas estrangeiras no Brasil são alguns dos motivos para a saída dessas companhias do mercado brasileiro.
Com Money Times
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