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No dia anterior, a Adidas anunciou que superou as projeções de lucro e receita em 2024, levando a bolsa alemã a renovar máxima intradia
A Puma bem que tentou embarcar na onda dos tênis retrô que fizeram as vendas da Adidas explodirem, mas morreu na praia. Os modelos Palermo e Speedcat não conseguiram impulsionar o desempenho financeiro da marca em 2024, fazendo as ações da companhia caírem mais de 20% na bolsa de Frankfurt nesta quinta-feira (23).
Mais uma vez, a rivalidade que começou em 1948, quando os irmãos Dassler romperam e separaram os negócios de equipamentos esportivos, criando duas empresas, se fez presente.
No dia anterior, a Adidas anunciou que superou as projeções de lucro e receita em 2024, levando a bolsa alemã a renovar máxima intradia. Confira aqui o desempenho da Adidas.
O lucro líquido da Puma em 2024 foi de 282 milhões de euros, segundo dados preliminares divulgados mais cedo. O valor ficou abaixo das expectativas da empresa e também do resultado obtido no ano anterior, de 305 milhões de euros.
Analistas consultados pela FactSet também projetavam um resultado melhor para a Puma no período: lucro líquido de 306 milhões de euros para o ano completo de 2024.
Em nota, a empresa credita a queda no resultado operacional às despesas financeiras líquidas mais altas e às participações não controladoras também maiores.
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Considerando apenas o quarto trimestre, tanto o resultado operacional, de 109 milhões de euros, quanto o lucro líquido de 24 milhões de euros, "ficaram significativamente acima dos níveis do ano passado, mas abaixo das expectativas", segundo o balanço.
Neste caso, a FactSet projetava lucro de 32,5 milhões no período.
Se, de um lado, a Puma tem trabalhado para que cada vez mais it girls e influencers apareçam calçando um Palermo ou um Speedcat — o modelo desenvolvido em 1984 para o piloto alemão Stefan Bello e relançado agora — de outro, a companhia corre por fora para melhorar seus resultados financeiros.
Junto com os resultados financeiros, a Puma — que vem enfrentando despesas mais altas e crescimento lento das vendas — anunciou que está iniciando um programa de redução de custos.
Segundo a companhia, o programa otimizará custos diretos e indiretos, incluindo despesas de pessoal, por meio de melhor alocação de recursos. A empresa não especificou, no entanto, se está considerando redução de postos de trabalho.
As ações da Puma encerraram o dia com queda de 22,89%, a 32,28 euros em Frankfurt. O papel foi rebaixado pela corretora Metzler para neutro depois dos números de hoje.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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