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Mesmo com resultado em linha com o consenso, o banco aponta para fatores que podem pesar sobre a leitura dos investidores
A Motiva (MOTV3) divulgou na terça-feira (29) os resultados do segundo trimestre deste ano com números dentro do esperado. Contudo, alguns pontos chamaram a atenção, de acordo com o BTG Pactual — como o aumento da alavancagem e despesas não recorrentes que afetaram a leitura do balanço.
Excluindo os efeitos não recorrentes entre 2024 e 2025, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 398 milhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 2,3 bilhões, avançando 5% na base anual, mas ficando 3% abaixo da projeção do BTG Pactual. A margem Ebitda ficou em 60%.
A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) subiu para 3,6 vezes, ante 3,5x no trimestre anterior, reflexo de um programa de investimentos (capex) acelerado, que alcançou R$ 1,8 bilhão no período. Na visão dos analistas do banco, esse é o maior ponto de atenção no 2T25.
Mesmo com esse alerta, o BTG mantém recomendação de compra para as ações da Motiva, com preço-alvo de R$ 17. Trata-se de um potencial de valorização de 37,7% em 12 meses, em relação ao fechamento da véspera.
No pregão de hoje, por volta das 13h35, as ações da Motiva tinham queda de 1,05%, a R$ 12,22. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) recuava 0,44%, aos 132.138,64 pontos.
Apesar das despesas pontuais acima do esperado, os custos operacionais da Motiva mostraram melhora, na avaliação do BTG. A relação entre custo e receita caiu para 38% no 1º semestre, sinalizando que a companhia pode antecipar sua meta de eficiência prevista para 2026.
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A companhia segue sendo negociada a 10 vezes o lucro estimado para 2026 (P/E) e com o valor da empresa/Ebitda de 5,4x, entregando um retorno real de 12,2%, considerado atrativo no atual cenário de juros mais baixos.
O tráfego nas rodovias também avançou 3% no ano, com receita bruta de pedágio em R$ 3 bilhões (+6% em relação ao 1T25), beneficiada por reajustes de tarifa e um mix mais favorável.
Na ponta dos aeroportos, a receita bruta caiu 23%, mas, excluindo construção, houve alta de 13% — reflexo do aumento de 10% no volume de passageiros.
Já a divisão de mobilidade urbana manteve o volume estável, mas viu a receita despencar 34% por conta da forte redução nas obras.
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