Mercado castiga a Rede D’Or: por que o BTG Pactual escolheu as ações RDOR3 como as favoritas do setor de saúde?
Os papéis acumulam queda de 8% no mês depois que a companhia ajustou suas metas, mas o banco de investimentos ainda enxerga um potencial de valorização de 32% até o fim de 2025; entenda os motivos para o otimismo
Os investidores vêm penalizando as ações da Rede D’Or (RDOR3) desde que a companhia atualizou seu plano de expansão no fim de maio. A rede de hospitais reduziu as metas de capacidade de longo prazo, e, em reação, os papéis já caíram 8% na bolsa neste mês.
Apesar do anúncio ter assustado o mercado, o BTG Pactual ainda vê a Rede D’Or brilhar e aposta em um potencial de valorização de mais de 32% para as ações até o fim deste ano.
Após conversas com investidores locais e estrangeiros, o banco manteve a recomendação de compra para RDOR3 e elevou o preço-alvo para os papéis de R$ 44 para R$ 46 no final de 2025.
“Rede D’Or segue como nossa principal escolha no setor de saúde”, afirmou o BTG em relatório.
Apesar da avaliação do banco, as ações da rede de hospitais seguem em queda nesta segunda-feira (23). Por volta das 16h, os papéis caíam 0,43%, negociados a R$ 34,65.
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Afinal, o que assustou o mercado?
Segundo o plano de expansão da Rede D’Or, a companhia reduziu em 21% a projeção de novos leitos previstos até 2028.
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Com a revisão, a rede de hospitais espera criar 3.203 novas vagas hospitalares nos próximos três anos. Até a publicação do documento, a projeção era de 4.036.
Para 2025, o plano revisado prevê 491 novos leitos — uma queda de quase 45% em relação aos 898 que eram esperados.
Já para 2026, são 868 leitos contra 1.117 leitos previstos anteriormente. Em 2027, a projeção é de 893 leitos, acima dos 771 leitos estimados antes. Para 2028, a previsão é de 951 novos leitos, em relação aos 1.250 leitos do plano de 2024.
Com a atualização das metas, uma série de analistas indicaram um impacto negativo para a Rede D’Or.
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Metas da Rede D’Or na visão do BTG
Para o BTG, os impactos do novo plano não são tão negativos assim. Segundo os analistas, apesar da revisão das metas parecer preocupante à primeira vista, ainda há aspectos que sustentam a tese positiva da Rede D’Or.
Na avaliação do banco, um dos principais pontos positivos para a empresa é a possibilidade de retomada de fusões e aquisições (M&As) até 2028.
“Dado o histórico sólido, as probabilidades não são baixas. Esse cenário, por si só, já compensa amplamente o corte no plano”, afirmaram os analistas em relatório.
O BTG ainda avalia que, apesar dos valuations dos possíveis alvos de M&As para a Rede D’Or ainda parecerem elevados, essa estratégia pode ser retomada em algum momento.
Outro fator que reforça a tese positiva da companhia é a perspectiva de novas iniciativas em parceria com o Bradesco por meio da joint venture Atlântica D’Or, que estão em desenvolvimento.
Além disso, os analistas também esperam um avanço nos leitos operacionais, mesmo com um crescimento mais lento.
“Um crescimento mais lento do total de leitos não implica, necessariamente, em uma expansão mais lenta de leitos em operação”, afirmam em documento.
De acordo com dados do banco, a Rede D’Or opera atualmente com 78% da capacidade operacional, ou seja, 10.100 leitos operacionais de um total de 13.100.
Porém, o BTG prevê que a taxa melhore nos próximos dois anos. “Isso fortaleceria o poder de barganha da companhia nas negociações comerciais, ao reduzir a capacidade ociosa”.
O BTG ainda avalia que é um erro achar que a Rede D’Or atingirá a capacidade total de leitos e deixará de crescer. Isso porque, na prática, há diversos projetos ainda em consideração que não constam no plano atual.
“Estimamos que o número de projetos a serem definidos provavelmente exceda o número incluído no pipeline oficial até 2028. Em outras palavras, a ambição de longo prazo da companhia vai muito além do plano divulgado”, diz o relatório.
Sem impactos para a Rede D’Or? Não é bem assim…
Os analistas avaliam que a revisão das metas é uma resposta prática às incertezas macroeconômicas e políticas atuais, sem alteração nas ambições de longo prazo da companhia.
Assim, o banco chegou a realizar ajustes marginais nas estimativas, com redução inferior a 2% para o lucro estimado nos próximos dois anos.
Porém, avalia que essa leve revisão para baixo foi “mais do que compensada” pela recente melhora no custo de capital de longo prazo no Brasil.
Além disso, os analistas consideram que “a rede de hospitais atingiu uma fase de crescimento estável e equilibrado, com geração de caixa, expansão orgânica, boa posição para ampliar a parceria com o Bradesco, pagamento de dividendos, recompra de ações e melhoria contínua nas margens e na sinistralidade”.
“Continuamos projetando crescimento de lucros de pelo menos 15% ao ano na próxima década”, afirmaram os analistas.
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