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Entenda o que está por trás da interdição temporária de instalações da Brava Energia na Bacia Potiguar determinada pela ANP
A Brava Energia (BRAV3) tem um novo vetor de pressão sobre as operações. A petroleira junior anunciou nesta segunda-feira (13) que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu interditar parte das operações da companhia.
Por meio da Superintendência de Segurança Operacional, a ANP determinou a interdição temporária de um conjunto de instalações na Bacia Potiguar.
As instalações interditadas já haviam sido paralisadas durante o processo de auditoria realizada pela ANP em Potiguar, que terminou na última sexta-feira (10).
De acordo com o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o objetivo da agência com a paralisação é a realização de adequações das operações.
Vale lembrar que as ações da Brava vivenciam um momento de pressão na bolsa brasileira. Desde o início do ano, os papéis BRAV3 acumulam desvalorização da ordem de 35%. Só nos últimos cinco dias, a queda beira os 12% na B3.
Segundo a empresa, a interdição de parte das operações na Bacia de Potiguar deve ter um impacto considerável, porém limitado, para a Brava Energia (BRAV3).
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A petroleira junior estima um impacto de 3.500 barris de óleo equivalente por dia (boe/d) na média do mês de outubro de 2025. A cifra equivale a 3,8% da produção média total registrada no terceiro trimestre de 2025, segundo projeções da Brava.
“A produção média total dos últimos 30 dias se encontra acima de 90 mil barris por dia, já incorporando parte do impacto da interdição, e o investimento para a realização das adequações necessárias está previsto no ciclo de orçamento de 2025/2026”, disse a empresa, no comunicado.
A petrolífera afirma que está direcionando esforços para implementar as adequações solicitadas pela ANP e viabilizar a retomada gradual das operações nos ativos interditados.
A expectativa da Brava é concluir esses trabalhos ao longo do quarto trimestre de 2025.
No início de outubro, a Brava Energia reportou uma produção média diária de 91.833 barris de óleo equivalente em setembro, abaixo da produção de agosto, de 92.693 barris.
Com isso, a empresa encerrou o terceiro trimestre com uma média de 91,8 mil boe/d, alta de 7% em relação os três meses anteriores.
No relatório de dados de produção preliminares e não auditados, a companhia também acrescentou que começou em agosto uma etapa de ajustes operacionais e de comissionamento de equipamentos no FPSO Atlanta, com conclusão prevista para ocorrer ao longo do mês de outubro.
“Não há necessidade de parada de produção para realização dessa etapa, que vem sendo executada conforme o planejamento e tem o objetivo de suportar o aumento de produção durante o quarto trimestre de 2025”.
*Com informações do Money Times e da Reuters
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