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O Banco de Brasília registrou um lucro líquido recorrente de R$ 518 milhões no primeiro semestre de 2025; veja os destaques do resultado
A noite dos acionistas do Banco BRB (BSLI4) foi movimentada na última sexta-feira (29). Isso porque, além de revelar dados fortes no balanço semestral, com disparada no lucro líquido, a instituição também anunciou que depositará proventos polpudos na conta dos investidores.
O Banco de Brasília registrou um lucro líquido recorrente de R$ 518 milhões no primeiro semestre de 2025. Trata-se de um crescimento de 461,6% em relação ao mesmo período de 2024.
Se considerado apenas o segundo trimestre, o resultado recorrente somou R$ 280,3 milhões.
Enquanto isso, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) fechou o semestre em ficou em 21,8%.
De acordo com o BRB, o desempenho foi impulsionado pela expansão da base de clientes, pelo crescimento da carteira de crédito e pela gestão de riscos.
“O BRB apresentou um semestre de resultados sólidos, reflexo de uma estratégia consistente de crescimento, diversificação e proximidade com nossos clientes”, disse o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em nota.
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A base de clientes do banco chegou a 9,6 milhões de clientes em junho, uma expansão de 23,9% na base anual. O BRB atribui o resultado à presença ampliada em novos mercados e à oferta integrada de serviços em canais físicos e digitais.
A margem financeira, que considera a receita com crédito menos os custos de captação, cresceu 43,9% no período, para R$ 2,3 bilhões.
Por sua vez, a carteira de crédito totalizou R$ 59,4 bilhões, uma alta de 59,4% frente ao primeiro semestre de 2024.
Nos indicadores de qualidade de crédito, a inadimplência consolidada chegou a 1,57% no semestre, uma redução de 1,74 ponto percentual (p.p) em 12 meses.
O BRB também anunciou o pagamento de dividendos aos acionistas. O banco vai distribuir cerca de R$ 146,4 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).
O valor bruto por ação é de aproximadamente R$ 0,29114 por ação ordinária (BSLI3) e R$ 0,32026 por papel preferencial (BSLI4).
Vale lembrar que a cifra está sujeita à retenção do Imposto de Renda na fonte à alíquota de 15%.
Terão direito a receber esses proventos os acionistas que possuírem ações do BRB até 3 de setembro de 2025. A partir do dia seguinte, os papéis passarão a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer um ajuste na cotação.
Isso significa que o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e receber a remuneração ou aguardar o dia 4 de setembro e adquiri-los por um valor menor, mas sem o direito aos JCP.
Já o pagamento cairá na conta dos acionistas em 12 de setembro.
O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado
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