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Junto com os resultados de abril a junho, a mineradora também anunciou o pagamento de mais de US$ 1 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP)
A Vale navegou em águas turvas nesta quinta-feira (31) e não era para menos: o minério de ferro caiu 2,38% em Dalian e o tempo fechou sobre a bolsa brasileira um dia após o decreto de Donald Trump oficializando as tarifas de 50% ao Brasil. As ações VALE3 não escaparam do turbilhão e recuaram 0,76% hoje.
Se mar calmo não faz bom marinheiro, a Vale teve a chance de demonstrar. Isso porque no segundo trimestre, a mineradora registrou uma queda de 23% do lucro líquido, em base anual, para US$ 2,135 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, houve alta de 53%.
Os ADRs da mineradora, no entanto, subiram em Nova York porque o resultado, mesmo em queda, veio acima das projeções. Além disso, a companhia anunciou a distribuição de mais de US$ 1 bilhão em proventos aos seus acionistas.
Com a recuperação sazonal da produção, o mercado esperava um desempenho melhor do que os dos três meses anteriores, mas menor na comparação ano a ano. As projeções da Bloomberg indicavam um lucro líquido de US$ 1,608 bilhão. Você pode conferir aqui as projeções para o balanço da Vale no segundo trimestre.
O lucro líquido atribuído aos acionistas da Vale, acompanhado mais de perto pelo mercado, somou US$ 2,117 bilhões, o que representa uma queda de 24% em termos anuais, mas uma alta de 52% no trimestre contra trimestre.
Já receita líquida de vendas alcançou US$ 8,84 bilhões entre abril e junho, uma queda de 11% ano a ano, e um aumento de 8% em relação aos três meses imediatamente anteriores.
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"Entregamos mais um trimestre sólido, refletindo nosso foco na excelência operacional e na disciplina de execução, seguindo no caminho certo para cumprir nossos guidances de 2025", afirmou o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, na declaração que acompanha os resultados.
O executivo ressaltou ainda que, conforme a empresa avança na estratégia de fortalecimento do “portfólio flexível de produtos”, entrega redução de custos. "Ao mesmo tempo em que construímos uma maior resiliência, que nos ajudará a navegar bem em qualquer cenário de mercado", acrescentou.
No segundo trimestre de 2025, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Vale caiu 15% na comparação ano a ano, para US$ 3,386 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre houve alta de 9%.
A mineradora informou ainda que os preços de referência do minério de ferro foram de US$ 97,80 a tonelada entre abril e junho, 13% menores do que o praticado no mesmo período do ano anterior e 6% abaixo dos valores do primeiro trimestre de 2025.
A commodity tem sentido os efeitos da troca de taxas entre EUA e China, com preços despencando desde o início de abril — data do anúncio das tarifas recíprocas de Trump.
Já o preço realizado dos finos de minério recuou 13,3%, para US$ 85,10 a tonelada.
O custo caixa C1 (da mina ao porto) de finos de minério de ferro, excluindo compras de terceiros, diminuiu 11% em base anual, atingindo US$ 22,20 por tonelada, marcando o quarto trimestre consecutivo de redução ano contra ano.
Desde que a Vale chegou a um acordo definitivo com o governo no fim do ano passado, no valor de R$ 170 bilhões, para compensações do desastre provocado pelo rompimento da barragem do Fundão, a dívida da mineradora é acompanhada com lupa pelo mercado.
Segundo o balanço divulgado hoje, a Vale encerrou o segundo trimestre do ano com uma dívida líquida de US$ 12,149 bilhões, 41% acima dos US$ 8,590 bilhões do mesmo período de 2024, mas estável em relação ao primeiro trimestre.
A dívida líquida expandida, que inclui provisões relativas a Brumadinho e Samarco/Fundação Renova, atingiu US$ 17,448 bilhões, 19% maior do que o do segundo trimestre de 2024, mas 4% abaixo do período de janeiro a março deste ano em razão, principalmente, da geração de fluxo de caixa livre.
Já os investimentos da Vale somaram US$ 1,053 bilhão entre abril e junho, uma redução de 21% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado refletiu as iniciativas de eficiência em andamento, de acordo com a companhia.
O guidance do capex para 2025 permanece em US$ 5,9 bilhões.
Junto com os resultados do segundo trimestre, a Vale anunciou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), no valor de US$ 1,448 bilhão, ou R$ 1,895387417 bruto por ação.
Os acionistas detentores de ações da mineradora em 12 de agosto terão direito ao pagamento previsto para 3 de setembro, enquanto aos detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociados em Nova York, será considerado o dia 13, com pagamento a partir de 10 de setembro.
As ações de emissão da Vale serão negociadas "ex-JCP" na B3 e na Nyse a partir de 13 de agosto. Após essa data, os papéis passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados.
Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos proventos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o JCP.
A Vale informou também que seu conselho de administração autorizou o uso de um ou mais instrumentos financeiros relacionados a negociações de valores mobiliários, em apoio à estratégia de execução do programa em curso de recompra de até 120 milhões de ações ordinárias.
Os instrumentos são contratos de Total Return Equity Swap (TSR), Enhanced Share Repurchase (ESR) e Accelerated Share Repurchase (ASR), que poderão ser celebrados até um volume máximo de ações de emissão da companhia que, somado às ações recompradas diretamente, respeite o volume total estabelecido para o programa.
"Essa iniciativa traz opcionalidades à execução do programa de recompra de ações em andamento e reitera a confiança contínua da administração nas perspectivas de negócios da Vale, enquanto evidencia o compromisso da administração com a alocação de capital disciplinada e com a criação e o compartilhamento de valor com os acionistas da companhia", diz a Vale.
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