🔴 +30 RECOMENDAÇÕES DE ONDE INVESTIR EM DEZEMBRO – VEJA AQUI

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

BALANÇO DO 3T25

Lucro da Moura Dubeux (MDNE3) salta 32,1% e vem acompanhado de dividendos; diretor diz que distribuição deve engordar

A construtora também está de olho no endividamento — encerrou o terceiro trimestre com o índice dívida líquida/patrimônio líquido em 13,6%, patamar “muito saudável” na visão do executivo Diogo Barral

Dani Alvarenga
12 de novembro de 2025
18:22 - atualizado às 19:20
Diego Villar, CEO Moura Dubeux
Diego Villar, CEO Moura Dubeux - Imagem: Divulgação

A Moura Dubeux (MDNE3) entra na reta final de 2025 com fôlego: a construtora registrou um lucro líquido de R$ 117,6 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado — o resultado ainda veio acompanhado de dividendos, que devem engordar daqui para frente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na comparação com o trimestre anterior, no entanto, o lucro líquido caiu 2,3%. Já a receita líquida somou R$ 548,4 milhões, o que indica uma alta de 9,3% em relação ao ano anterior, mas uma baixa de 17,5% na comparação trimestre contra trimestre. 

Apesar do desempenho mais fraco em relação ao segundo trimestre, Diogo Barral, diretor de Relações com Investidores da Moura Dubeux, não vê problemas no radar e atribui a variação ao mix entre os modelos de negócio. 

“A nossa  corrida não está focada apenas no trimestre. Então, independentemente de a receita ou o lucro líquido subir ou cair um pouco, o importante é a expansão das margens”, afirmou em entrevista ao Seu Dinheiro.

Não é só Barral que vê as margens como pilares da Moura Dubeux. No documento divulgado nesta tarde, o CEO Diego Villar destaca que a estratégia da construtora coloca “disciplina antes de ambição, margem antes de escala”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado da tática se traduz em números: a margem líquida da empresa no terceiro trimestre foi de 21,4%, aumento de 3,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e de 3,3 pontos percentuais em comparação ao último trimestre.

Leia Também

LEIA TAMBÉM: Quer saber onde investir com mais segurança? Confira as recomendações exclusivas do BTG Pactual liberadas como cortesia do Seu Dinheiro

Moura Dubeux com foco total na disciplina financeira

Barral ressalta que os números apresentados no terceiro trimestre não são um caso isolado e vem provando, a cada trimestre, o sucesso da estratégia da construtora.

Entre os dados que chamam a atenção, a margem bruta é mais um destaque, atingindo 41,3% — um salto de 8,2 pontos percentuais na comparação anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a companhia, a evolução da margem bruta foi impulsionada, principalmente, pela maior participação nos negócios de Condomínio. A construtora chegou a romper a barreira dos R$ 3 bilhões em lançamentos apenas neste modelo nos primeiros nove meses deste ano.

No modelo de Condomínio, a Moura Dubeux atua como prestadora de serviços, enquanto os condôminos são os únicos responsáveis pelo custeio e financiamento de toda a obra. Em troca, a empresa recebe o pagamento de taxas, o que exige uma menor exposição de caixa da construtora e proporciona margens mais elevadas.

A companhia também registrou Retorno Sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) de 21% no último trimestre, consolidando a empresa como uma das incorporadoras mais rentáveis do país, segundo documento divulgado.

Além disso, nos últimos 12 meses, a Moura Dubeux atingiu uma velocidade das vendas (VSO) líquida de 53,2%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não é um pico de demanda. É liquidez estrutural do modelo. E essa liquidez não exige promoções, descontos ou afrouxamento de crédito. Ela nasce de produto adequado, marca consolidada e capacidade de leitura da demanda com precisão”, afirmou o CEO em documento. 

A Moura Dubeux também está de olho no endividamento e encerrou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 246,4 milhões. Com a taxa de juros em 15% ao ano, a companhia vê a baixa alavancagem não como uma proteção, mas como um diferencial.

Embora o índice dívida líquida/patrimônio líquido tenha saltado de 4,2% para 13,6%, Barral avalia este patamar como “muito saudável” para uma incorporadora.

A empresa também registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) bruto potencial de estoque de terrenos (landbank) de R$ 9,7 bilhões, sendo que cerca de 70% foram adquiridos via permuta, o que garante a expansão “sem estresse de caixa, elemento central em um ciclo de juros altos”, afirmou a empresa em documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Direto para o bolso do acionista

Na esteira do resultado, a construtora também anuncia a distribuição de dividendos no valor de R$ 50,74 milhões, superando a promessa feita no início do ano. Em maio, o CEO contou ao Seu Dinheiro que a meta da construtora era pagar R$ 100 milhões aos investidores até o final de 2025. Na época, a empresa havia distribuído R$ 50 milhões.

Agora, os investidores podem esperar retornos ainda mais elevados. Segundo Barral, a Moura Dubeux planeja incrementar o pagamento aos acionistas nos próximos anos.

E a meta de rentabilidade futura da empresa é ambiciosa: o ROAE, que atualmente está em 21%, tem a expectativa de alcançar 24% até o final de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
LUZ NO FIM DO TÚNEL

Bancos oferecem uma mãozinha para socorrer os Correios, mas proposta depende do sinal verde do Tesouro Nacional

13 de dezembro de 2025 - 10:28

As negociações ganharam fôlego após a entrada da Caixa Econômica Federal no rol de instituições dispostas a emprestar os recursos

SEXTOU

Mais de R$ 9 bilhões em dividendos e JCP: Rede D’Or (RDOR3) e Engie (EGIE3) preparam distribuição de proventos turbinada

12 de dezembro de 2025 - 19:57

Os pagamentos estão programados para dezembro de 2025 e 2026, beneficiando quem tiver posição acionária até as datas de corte

MERCADO DE AÇÕES VAI ESQUENTAR?

BRK Ambiental: quem é a empresa que pode quebrar jejum de IPO após 4 anos sem ofertas de ações na bolsa brasileira

12 de dezembro de 2025 - 19:15

A BRK Ambiental entrou um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar um IPO; o que esperar agora?

NAS PASSARELAS DO MERCADO

Os bastidores da nova fase da Riachuelo (GUAR3), segundo o CEO. Vale comprar as ações agora?

12 de dezembro de 2025 - 18:01

Em entrevista ao Money Times, André Farber apresenta os novos projetos de expansão da varejista, que inaugura loja-conceito em São Paulo

OS NEGÓCIOS DE SILVIO

O rombo de R$ 4,3 bilhões que quase derrubou o império de Silvio Santos; entenda o caso

12 de dezembro de 2025 - 16:51

Do SBT à Tele Sena, o empresário construiu um dos maiores conglomerados do país, mas quase perdeu tudo no escândalo do Banco Panamericano  

CHOQUE NO BOLSO

Citi corta recomendação para Auren (AURE3) e projeta alta nos preços de energia

12 de dezembro de 2025 - 16:15

Banco projeta maior volatilidade no setor elétrico e destaca dividendos como diferencial competitivo

EFEITO MONSTER

De sucos naturais a patrocínio ao campeão da Fórmula 1: quem colocou R$ 10 mil na ação desta empresa hoje é milionário

12 de dezembro de 2025 - 14:33

A história da Monster Beverage, a empresa que começou vendendo sucos e se tornou uma potência mundial de energéticos, multiplicando fortunas pelo caminho  

TENTA SE REERGUER

Oi (OIBR3) ganha mais fôlego para pagamentos, mas continua sob controle da Justiça, diz nova decisão

12 de dezembro de 2025 - 14:01

Esse é mais um capítulo envolvendo a Justiça, os grandes bancos credores e a empresa, que já está em sua segunda recuperação judicial

ALGUNS BILHÕES MENOS RICO

Larry Ellison, cofundador da Oracle, perdeu R$ 167 bilhões em um só dia: veja o que isso significa para as ações de empresas ligadas à IA

12 de dezembro de 2025 - 10:56

A perda vem da queda do valor da empresa de tecnologia que oferece softwares e infraestrutura de nuvem e da qual Ellison é o maior acionista

CRISE CORPORATIVA

Opportunity acusa Ambipar (AMBP3) de drenar recursos nos EUA com recuperação judicial — e a gestora não está sozinha

12 de dezembro de 2025 - 10:01

A gestora de recursos a acusa a Ambipar de continuar retirando recursos de uma subsidiária nos EUA mesmo após o início da RJ

DANÇA DAS CADEIRAS

Vivara (VIVA3) inicia novo ciclo de expansão com troca de CEO e diretor de operações; veja quem assume o comando

12 de dezembro de 2025 - 9:21

De olho no plano sucessório para acelerar o crescmento, a rede de joalherias anunciou a substituição de sua dupla de comando; confira as mudanças

PREPAREM OS BOLSOS

Neoenergia (NEOE3), Copasa (CSMG3), Bmg (BMGB4) e Hypera (HYPE3) pagam juntas quase R$ 1,7 bilhão em dividendos e JCP

11 de dezembro de 2025 - 20:11

Neoenergia distribui R$ 1,084 bilhões, Copasa soma R$ 338 milhões, Bmg paga R$ 87,7 milhões em proventos e Hypera libera R$ 185 milhões; confira os prazos

UM TRUNFO E UM PROBLEMA

A fome pela Petrobras (PETR4) acabou? Pré-sal é o diferencial, mas dividendos menores reduzem apetite, segundo o Itaú BBA

11 de dezembro de 2025 - 19:46

Segundo o banco, a expectativa de que o petróleo possa cair abaixo de US$ 60 por barril no curto prazo, somada à menor flexibilidade da estatal para cortar capex, aumentou preocupações sobre avanço da dívida bruta

CORRIDA ESPACIAL

Elon Musk trilionário? IPO da SpaceX pode dobrar o patrimônio do dono da Tesla

11 de dezembro de 2025 - 19:00

Com avaliação de US$ 1,5 trilhão, IPO da SpaceX, de Elon Musk, pode marcar a maior estreia da história

APETITE VORAZ

Inter mira voo mais alto nos EUA e pede aval do Fed para ampliar operações; entenda a estratégia

11 de dezembro de 2025 - 18:35

O Banco Inter pediu ao Fed autorização para ampliar operações nos EUA. Entenda o que o pedido representa

O QUE TER NA CARTEIRA

As 8 ações brasileiras para ficar de olho em 2026, segundo o JP Morgan — e 3 que ficaram para escanteio

11 de dezembro de 2025 - 17:45

O banco entende como positivo o corte na taxa de juros por aqui já no primeiro trimestre de 2026, o que historicamente tende a impulsionar as ações brasileiras

VENTANIA EM SP

Falta de luz causa prejuízo de R$ 1,54 bilhão às empresas de comércio e serviços em São Paulo; veja o que fazer caso tenha sido lesado 

11 de dezembro de 2025 - 16:30

O cálculo da FecomercioSP leva em conta a queda do faturamento na quarta (10) e quinta (11)

TEM JEITO DE BANCO, NOME DE BANCO...

Nubank busca licença bancária, mas sem “virar banco” — e ainda pode seguir com imposto menor; entenda o que está em jogo

11 de dezembro de 2025 - 15:06

A corrida do Nubank por uma licença bancária expõe a disputa regulatória e tributária que divide fintechs e bancões

GRANA PESADA

Petrobras (PETR4) detalha pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos e JCP e empolga acionistas

11 de dezembro de 2025 - 12:43

De acordo com a estatal, a distribuição será feita em fevereiro e março do ano que vem, com correção pela Selic

DESAFIOS GLOBAIS

Quem é o brasileiro que será CEO global da Coca-Cola a partir de 2026

11 de dezembro de 2025 - 9:37

Henrique Braun ocupou cargos supervisionando a cadeia de suprimentos da Coca-Cola, desenvolvimento de novos negócios, marketing, inovação, gestão geral e operações de engarrafamento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar