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Segundo os analistas, resultados sólidos e pilares estratégicos da companhia justificam a recomendação de compra do papel neste momento
As ações das Lojas Renner estão entre as tendências das empresas brasileiras listadas em 2025: desde o começo do ano, os papéis LREN3 acumulam valorização de 54%. Mas se engana quem pensa que parou por aí.
Para o BTG Pactual, Lojas Renner é mais do que um papel que está na moda. Os analistas avaliam que a empresa entrega expansão estratégica, plataforma multicanal, criação baseada em dados e sustentabilidade.
Em relatório desta segunda-feira (23), o banco reiterou recomendação de compra para Renner, e elevou o preço-alvo das ações LREN3 de R$ 20 para R$ 22 em 2025 — o equivalente a uma valorização de 18,3% no ano em relação aos R$ 18,60 do fechamento de sexta (20).
Os analistas do BTG participaram de reuniões com o CEO Fabio Faccio e o CFO Daniel Santos na última semana e concluíram que a empresa está na direção certa, segundo o relatório.
Os executivos transmitiram confiança nos pilares estratégicos da varejista e estão endereçando o crescimento operacional com base em qualidade, não apenas na presença de lojas, na opinião do BTG.
A Renner identificou 440 municípios qualificados que ainda não foram explorados, e o segmento digital segue como um alcance incremental.
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Para 2025, o plano de expansão da varejista é seletivo e prevê a abertura de 15 a 20 lojas Renner, 10 a 15 lojas Youcom, e a retomada da expansão da Camicado, com 1 a 2 lojas, sempre em locais estratégicos.
As reformas das lojas antigas também estão sendo aceleradas, segundo os executivos informaram ao BTG, proporcionando um custo por metro quadrado mais baixo e uma execução mais rápida das obras.
Em paralelo, às operações digitais estão funcionando como um motor de rentabilidade para a empresa: 70% das vendas online são realizadas pelo aplicativo, o que impulsiona a conversão e reduz o custo de atendimento.
Os analistas do BTG avaliam no relatório que as margens brutas da Renner melhoraram no último trimestre devido a menores descontos, maior venda a preço integral e uma curadoria de coleções mais forte, apoiada por avaliação de tendências via inteligência artificial (IA).
Além disso, a empresa está empregando novos modelos para reposição de estoques, que trabalha melhor o perfil de cada loja e também as opções disponíveis por canais, online ou físicos.
O relatório indica que essas melhorias devem impulsionar a margem de lucro e de retorno da empresa nos próximos trimestres.
“É importante ressaltar que essas eficiências criam mais resiliência contra a volatilidade cambial e a pressão competitiva de players internacionais como a Shein”, dizem os analistas do BTG.
A Realize, braço de serviços financeiros da Renner, também é destaque positivo, segundo o relatório.
Os analistas apontam que a estratégia demonstra uma recuperação sustentável, com a inadimplência acima de 90 dias caindo para 14,1% entre janeiro e março. Parte disso é porque a originação de crédito está mais seletiva, focada em clientes fiéis.
A Realize contribui com cerca de 30% do volume bruto de vendas da Renner e é fundamental para a expansão da cesta de produtos e fidelidade, já que os titulares de cartões gastam quatro vezes mais e compram duas vezes mais frequentemente.
O BTG espera que a Realize represente 13% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da Renner até 2028, contra 7% atualmente.
“Apesar dos desafios inerentes ao setor de varejo, como o aumento da penetração do e-commerce e a forte concorrência, a Lojas Renner se destaca por sua capacidade de adaptação e implementação de estratégias que impulsionam a lucratividade e a resiliência”, diz o relatório.
Com uma combinação de resultados sólidos e tendências favoráveis, os analistas avaliam que a tese de investimento para Lojas Renner segue convincente para os próximos trimestres.
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