O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Polícia Federal prendeu o dono da empresa, Daniel Vorcaro, em operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do banco para o BRB, Banco de Brasília.
Na manhã de hoje, 18, o Banco Master teve o seu pior revés desde que começou a ser envolvido em polêmicas. A instituição, que cresceu oferecendo títulos com rendimentos muito superiores à média do mercado, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central e seu presidente preso pela Polícia Federal.
A Polícia Federal prendeu o dono da empresa, Daniel Vorcaro, em operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do banco para o BRB, Banco de Brasília.
Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, também era um dos alvos da operação, porém ele não foi encontrado no momento da deflagração. A operação também levou ao afastamento de Paulo Henrique Costa, presidente do BRB. Ele deixa o comando pelo prazo inicial de 60 dias.
O Banco Master foi fundado nos anos 1970 como Máxima Correta de Títulos e Valores Mobiliários. Quase 20 anos depois, passou a atuar como instituição financeira, dando origem ao Banco Máxima, que atuava basicamente com crédito imobiliário.
Foi só em 2018, com a chegada do empresário Daniel Vorcaro à presidência, que uma reformulação dos negócios deu origem ao Banco Master.
Leia Também
De lá para cá, a instituição financeira expandiu a atuação para áreas como crédito pessoal, consignado, câmbio, investimentos imobiliários e private equity. Foi nessa onda de aquisições que ela comprou uma participação majoritária no banco digital Will Bank.
A instituição também investiu em outros setores, como saúde, ao comprar ações da Oncoclínicas, uma aquisição cercada de controvérsias.
Além das aquisições, o banco também cresceu emitindo certificados com remunerações muito acima da média do mercado. Ele emitia CDBs com remuneração até 120% do CDI e possuía investimentos de alto risco e baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldade.
Assim, ele multiplicou por 10 seu patrimônio e quintuplicou a carteira de crédito nos últimos quatro anos. A empresa se fiava usando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como atrativo e captou cerca de R$ 70 bilhões em CDBs.
Fora isso, cerca de 34% do patrimônio do Banco Master é composto por créditos a receber — como precatórios, direitos creditórios oriundos de ações judiciais —, o que vai na contramão dos grandes bancos, cuja carteira é formada majoritariamente por empréstimos ao varejo e atacado, a grandes empresas.
Além de tudo isso, ele é conhecido por conceder empréstimos elevados a empresas em dificuldade.
As polêmicas começaram a aparecer em março, quando o conselho da estatal BRB, Banco de Brasília, aprovou a compra de 58% do capital do Master, em uma operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões, uma das maiores aquisições de bancos dos últimos tempos no Brasil.
Caso fosse aprovada a compra, o BRB afirmou que o conglomerado BRB/Master teria cerca de R$ 100 bilhões em ativos.
A aquisição era vista como uma solução para o Banco Master, conhecido no mercado financeiro pelo alto custo de captação em títulos de renda fixa.
Diante da situação, órgãos de controle passaram a acompanhar a operação. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) solicitou esclarecimentos sobre as condições da compra, enquanto o Ministério Público de Contas do DF (MPCDF) pediu acesso completo ao processo administrativo da aquisição.
Em junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra sem restrições, alegando que a operação não representava riscos significativos à concorrência.
Enquanto essa venda não era concretizada, o Master precisava de dinheiro para pagar as contas. O FGC concedeu uma linha de crédito de R$ 4 bilhões em maio, quando a instituição ainda tentava fechar o acordo com o BRB. Naquele momento, era uma linha de crédito de 30 dias, que foi renovada e estendida mais duas vezes.
Para tentar salvar seu negócio principal e levantar capital, o Master também tenta vender o Will Bank, o banco digital com foco na população desbancarizada.
Entre os possíveis interessados, estariam o apresentador Luciano Huck ou o Mubadala, gestor do fundo soberano de Abu Dhabi, com mais de 100 bilhões de dólares em portfólio, de acordo com informações que circularam na imprensa, mas que não foram confirmadas.
Em outubro, o BC aprovou aumento de capital do Banco Master e do Will Bank.
No entanto, em setembro, o BC vetou a compra, citando falta de viabilidade econômica e risco na absorção de ativos, já que o BRB precisaria assumir integral ou parcialmente operações de pouca transparência do Master.
Um dos motivos para o veto é a informação de que o BRB havia adquirido uma carteira de crédito de R$ 1 bilhão do Master, compra feita sem transparência. Segundo a PF, a operação visa averiguar a possível fabricação de carteiras de crédito falsas vendidas ao BRB, e, após fiscalização do BC, substituídas por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Em resposta, o BRB disse que a operação estava dentro das normas. “O BRB refuta a notícia que tem feito negócios às margens do Banco Central do Brasil e informa que mantém o regulador atualizado tempestivamente de todas as suas operações”, diz o comunicado ao mercado.
Na segunda-feira à noite, o Master recebeu uma nova proposta de compra. Em comunicado à imprensa, a holding financeira Fictor afirmou que fez uma proposta em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos.
A Fictor, uma holding fundada em 2007, tem negócios nos setores de alimentos, investimentos e infraestrutura, além de ser patrocinadora do Palmeiras.
A proposta incluía um aporte imediato de R$ 3 bilhões para fortalecer a estrutura de capital do Master. Em seu comunicado, a Fictor também informava que o consórcio pretendia adquirir a totalidade das ações do fundador Daniel Vorcaro. O Will Bank e o Banco Master Investimentos estariam fora desse negócio.
Agora, com a liquidação decretada pelo BC, essa negociação foi por água abaixo.
Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica
Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento
Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil
As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios
Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda
Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo
Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro
A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento
Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação
Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace
Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas
Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa