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Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

Não é todo dia que um conglomerado considera vender a joia da coroa. Mas é exatamente esse o rumor que circula no mercado nesta segunda-feira (23): a rede de postos Ipiranga, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, pode estar prestes a mudar de dono.
A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo o colunista, o Grupo Ultra teria contratado o BTG Pactual para conduzir a venda do seu principal ativo.
Se confirmada, a operação não seria apenas mais um desinvestimento estratégico. Afinal, a Ipiranga é a engrenagem que sustenta boa parte da máquina da Ultrapar. É o coração operacional do grupo — aquele que mais gera caixa e dá escala ao conglomerado.
Procurada pela reportagem, a Ultrapar disse que “não comenta especulações, como de costume” e destacou que qualquer informação relevante será divulgada ao mercado “conforme a regulamentação aplicável”.
Ainda de acordo com a coluna, há nomes de peso entre os potenciais interessados. Estariam avaliando o negócio a francesa TotalEnergies, a saudita Aramco e a J&F, holding dos irmãos Batista.
Procurada, a Aramco afirmou que não comentaria sobre o tema. O Seu Dinheiro tentou contato com as demais empresas, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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Mesmo sem um comunicado oficial sobre uma eventual venda, os números ajudam a dimensionar o que está em jogo para o Grupo Ultra.
Embora o balanço do quarto trimestre de 2025 ainda não tenha sido divulgado — a publicação está prevista para 4 de março, após o fechamento do mercado — os dados mais recentes deixam claro o tamanho da Ipiranga dentro do grupo.
No terceiro trimestre de 2025, a rede respondeu sozinha por R$ 1,08 bilhão do Ebitda ajustado da Ultrapar. No mesmo período, a Ultragaz contribuiu com R$ 463 milhões; a Ultracargo, com R$ 134 milhões; e a Hidrovias do Brasil, com R$ 332 milhões.
Ou seja, a Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio. É, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.
Entre julho e setembro de 2025, a receita líquida consolidada da rede Ipiranga alcançou R$ 32,9 bilhões, enquanto o lucro bruto somou R$ 1,38 bilhão.
*Com informações de O Globo.
**Texto atualizado na terça-feira (24) para incluir a resposta da Aramco.
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