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Levantamento da Elos Ayta mostra que um banco domina o ranking nos últimos anos — e o maior lucro de todos foi recente: no segundo trimestre de 2025
Quando se fala de lucros bilionários de empresas brasileiras, alguns nomes são figurinhas carimbadas, como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). Mas os bancos tradicionais não ficam para trás, com três deles em destaque: Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).
Levantamento da Elos Ayta divulgado nesta quinta-feira (14) mostrou que um desses bancos não só apresenta um histórico a perder de vista de grandes lucros trimestrais, como domina as primeiras posições do ranking.
Este posto é do Itaú. Dos dez maiores lucros trimestrais já registrados — em valores nominais, sem ajuste pela inflação —, nada menos que sete pertencem ao banco. Os outros três lugares no top 10 são do Banco do Brasil.
A posição número um do ranking, que corresponde ao maior lucro trimestral do Itaú, também é seu feito mais recente: o resultado do segundo trimestre de 2025.
O banco cravou um lucro líquido contábil de R$ 11,27 bilhões — o maior valor da história do setor bancário do Brasil.
Segundo a Elos Ayta, o dado considera o balanço BR GAAP, padrão contábil adotado no país.
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Entretanto, mais impressionante que este número isolado é a sequência do Itaú: desde o terceiro trimestre de 2023, o banco registra um crescimento ininterrupto de lucros trimestrais.
São sete trimestres consecutivos de alta de renovações de recordes. Como resultado, também são os sete maiores lucros já obtidos por bancos brasileiros.

O Banco do Brasil também tem seu lugar ao sol: aparece com três entradas no top 10, ocupando da oitava à décima posição.
Os números, entretanto, não formam uma trajetória de crescimento consistente como a do Itaú. O maior lucro trimestral do banco estatal foi no segundo trimestre de 2024, com R$ 8,96 bilhões.
Na sequência aparece o terceiro trimestre de 2024, com R$ 8,92 bilhões, e então regride para 2023.
E diferentemente do Itaú, que registrou o maior feito no trimestre atual, o segundo trimestre de 2025 do Banco do Brasil não promete bons resultados. Na realidade, a discussão é sobre quão ruim deverá ser o balanço do bancão.
A previsão dos analistas é de lucro em queda, rentabilidade sob pressão e inadimplência em expansão — um tripé nada favorável.
A expectativa do mercado é que o Banco do Brasil encerre o período de abril a junho com um lucro líquido ajustado de R$ 5,77 bilhões, segundo o consenso Bloomberg.
Se confirmada, a cifra representaria um tombo de 39% frente aos ganhos registrados no mesmo período do ano anterior — que foi o maior lucro trimestral da história do BB.
No recorte restrito aos lucros do segundo trimestre, o Bradesco dá o ar da graça. No entanto, a hegemonia do Itaú se mantém.
O recorde absoluto para um segundo trimestre é o mesmo do recorde geral: Itaú em 2025, com seus R$ 11,27 bilhões.
Neste ranking, o banco emplaca cinco posições, alternando com o Banco do Brasil, que aparece quatro vezes. Já o Bradesco marca presença uma única vez, com o lucro de R$ 7,07 bilhões registrado no segundo trimestre de 2022.

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