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A empresa mais valiosa do mundo investirá US$ 5 bilhões na Intel para o desenvolvimento de infraestruturas ligadas à inteligência artificial
O dia já começou com boas notícias para as ações da Intel, que chegaram a saltar mais de 30% nesta quinta-feira (18). O motivo? O anúncio de um investimento de US$ 5 bilhões da Nvidia (NVDC34) na companhia para o desenvolvimento de infraestruturas de inteligência artificial (IA).
A cifra bilionária será usada pela empresa mais valiosa do mundo para comprar as ações ordinárias INTC, a US$ 23,28 por papel.
Por volta das 12h10, a Intel subia 26,63% na Nasdaq, cotada a US$ 31,55. No mesmo horário, os BDRs INTC34, listados na B3, também saltavam 25,69%, a R$ 27,59.
Em nota, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a colaboração histórica une a tecnologia em IA e computação acelerada da empresa com as CPUs da Intel e o vasto ecossistema x86 — uma fusão de duas plataformas de classe mundial.
“Juntos, vamos expandir nossos ecossistemas e lançar as bases para a próxima era da computação”, disse.
A parceria prevê que a Intel produza CPUs x86 para as plataformas de IA da Nvidia e, no segmento de PCs, systems-on-chip x86 com GPUs RTX da Nvidia para computadores.
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A transação está sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo as aprovações regulatórias necessárias, informou a empresa. Até o momento, o acordo não prevê a produção de chips da Nvidia nas fábricas da Intel.
O aporte bilionário da Nvidia se soma ao hall de investidores da Intel, que já conta com o SoftBank e o governo dos EUA no apoio à reestruturação da companhia.
A Intel havia atingido sua menor cotação em mais de uma década em abril deste ano, a US$ 18,13. Contudo, com os investimentos de diversos parceiros, vem recuperando o fôlego em Wall Street.
A administração de Donald Trump investiu US$ 8,9 bilhões em agosto, adquirindo 433,3 milhões de ações INTC. A participação governamental hoje vale US$ 13,4 bilhões, considerando a cotação do último fechamento. Em agosto, o SoftBank aportou US$ 2 bilhões na empresa.
*Com informações da CNBC e Estadão Conteúdo
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