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Na ocasião em que apresentou a proposta, a construtora informou que a operação tinha o intuito de evitar maior volatilidade e se antecipar a eventuais cenários de desenquadramento na B3
Quando a Gafisa (GFSA3) apresentou, em fevereiro deste ano, a proposta de grupamento de ações na proporção de 20 por 1, os papéis da incorporadora passavam por uma tempestade na bolsa, com uma queda que beirava os 80% em 12 meses. As nuvens continuam carregadas para a companhia — a queda agora é de 70% — mas as chances de que o tempo ruim fique para trás começam a dar os primeiros sinais.
Nesta quarta-feira (30), a Gafisa informou ao mercado que, em assembleia geral extraordinária e ordinária (AGOE), os acionistas aprovaram o grupamento, de modo que, para cada 20 ações ordinárias pré-grupamento, os acionistas titulares permanecerão com uma ação ordinária pós-grupamento.
Segundo o comunicado, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após a efetivação do grupamento, o capital social da companhia, atualmente dividido em 134.575.629 ações ordinárias, passará a ser dividido em 6.728.781 ações ordinárias.
"A companhia divulgará, oportunamente, aviso aos acionistas detalhando os prazos e procedimentos para ajuste de posição, bem como a data do leilão de frações e a data do efetivo Grupamento, quando as ações passarão a ser negociadas grupadas na B3", informou a Gafisa.
Na ocasião em que apresentou a proposta de grupamento, a Gafisa informou que a operação tinha o intuito de evitar maior volatilidade e se antecipar a eventuais cenários de desenquadramento na B3.
E é só olhar para a bolsa para entender o motivo. Os papéis GFSA3 acumulam queda de 72% em 12 meses e de 35% só em abril. No ano, no entanto, já dá para ver alguma retomada: as ações sobem 24%.
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Nesta quarta-feira (30), na esteira do anúncio da aprovação do grupamento, GFSA3 já chegou a subir 11%. Por volta de 13h50, as ações avançavam 8,96%, cotadas a R$ 1,46.
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