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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

CÉU MAIS ABERTO

Fim da turbulência? Gol (GOLL4) conclui reestruturação, levanta cifra bilionária e muda ticker na B3

Com os céus mais abertos, a companhia afirma que poderá investir na experiência dos passageiros e na expansão das rotas; conselho de administração também passa por mudanças

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
6 de junho de 2025
18:35 - atualizado às 20:04
Foto de aeronave da GOL (GOLL4) adesivada com o logo atual da empresa
Imagem: Divulgação GOL

A saga do Chapter 11 da Gol (GOLL4) acabou nesta sexta-feira (6), com o anúncio do encerramento da recuperação judicial nos EUA. A companhia aérea ainda levantou US$ 1,9 bilhão (R$ 10,6 bilhões) para quitar integralmente o financiamento DIP (Debtor in Possession Financing) feito durante o processo.

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De acordo com fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gol sai da reestruturação com cerca de US$ 900 milhões (R$ 5 bilhões) em caixa, redução da alavancagem para 5,4 vezes e alavancagem líquida projetada em 3 vezes até o fim de 2027.

Para entrar em uma nova fase, a Gol também informou que tickers na B3 das ações serão trocados. A partir de 12 de junho, os papéis da aérea operarão sob GOLL53 para os ordinários e GOLL54 para os preferenciais.

Céus mais calmos para a Gol

Agora com os céus livres, a companhia afirma que poderá investir mais na experiência dos passageiros e na expansão das rotas.

Para Celso Ferrer, CEO da Gol, a companhia está "significativamente mais forte" após a conclusão da recuperação judicial nos EUA.

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"Racionalizamos nossa frota, otimizamos nossos custos, redesenhamos nossa malha, aprimoramos nosso foco operacional e impulsionamos nossa eficiência administrativa", destaca o executivo no fato relevante.

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Com isso, a companhia afirmou no documento que está modernizando sua frota padronizada de aviões Boeing 737 e, no ano passado, revisou mais de 50 motores, planejando ter toda a frota ativa até o primeiro trimestre de 2026.

A previsão é receber cinco novos Boeing 737 MAX ainda em 2025.

Aumento de capital é usado para apoiar a nova fase

No final de maio, o conselho de administração também aprovou o aumento de capital da companhia por meio da capitalização de créditos no valor de R$ 12,03 bilhões, com a emissão de 8.193.921.300.487 de ações ordinárias e 968.821.806.468 de ações preferenciais.

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Como resultado do processo, o grupo Abra passa a deter, direta ou indiretamente, cerca de 80% da totalidade das ações ordinárias e preferenciais de emissão da Gol, segundo o documento.

O grupo Abra, em novembro do ano passado, já havia declarado créditos de R$ 2,8 bilhões (US$ 15,6 bilhões) para a empresa e concordou em receber US$ 950 milhões (R$ 5,3 bilhões) em novas ações, além de US$ 850 milhões (R$ 4,75 bilhões) em dívidas reestruturadas.

Constantino deixa vice-presidência do conselho

Junto com o fim do processo de recuperação judicial, a Gol anunciou a renúncia de Ricardo Constantino como vice-presidente do conselho de administração. No lugar dele, entra Antonio Kandir.

Outra mudança é a ida de Manuel Irarrázaval, CFO do Grupo Abra, para uma das vagas do conselho de administração da Gol.

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Além disso, Paul Stewart Aronzon, por sua vez, renunciou ao cargo de membro independente do conselho.

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