O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Fontes que acompanham de perto o caso informaram ao Seu Dinheiro que a BMP perdeu em torno de R$ 400 milhões com o ataque cibernético; dinheiro de clientes não foi afetado
O maior roubo da história do Brasil, estimado em mais de R$ 1 bilhão, ocorreu na C&M Software, mas boa parte do prejuízo ficou com uma de suas clientes: a BMP.
Fontes que acompanham de perto o caso informaram ao Seu Dinheiro que a prestadora de serviços de Banking as a Service (BaaS) perdeu cerca de R$ 400 milhões devido ao ataque cibernético ocorrido na última quarta-feira (1º).
Até o momento, cerca de R$ 150 milhões já foram recuperados, de acordo com fontes a par do assunto.
A devolução dos valores foi possível graças ao MED (Mecanismo Especial de Devolução), que permite a devolução de transações realizadas via Pix.
O MED foi estabelecido pelo Banco Central (BC) com o objetivo de ajudar vítimas de fraudes envolvendo o Pix e simplificar o processo de solicitação de devolução de valores. Por meio desse mecanismo, a vítima pode solicitar o estorno da transação, revertendo o valor transferido ao pagador original.
Apesar da recuperação parcial do dinheiro roubado, a BMP ficou com um rombo relevante nas contas.
Leia Também
A fintech ainda não sabe se conseguirá reaver os R$ 250 milhões restantes, já que a maior parte do dinheiro roubado foi rapidamente convertida em criptomoedas, segundo a fonte.
Até onde se sabe, o ataque hacker afetou diretamente a infraestrutura da C&M Software, permitindo o acesso indevido às contas de reserva de seis instituições financeiras. A BMP foi apenas uma delas.
Em nota à qual o Seu Dinheiro teve acesso, o diretor comercial da C&M afirmou que a empresa é "vítima direta da ação criminosa" e explicou que a invasão envolveu o uso indevido de credenciais de clientes para tentar acessar os sistemas da empresa de forma fraudulenta.
“Por orientação jurídica e em respeito ao sigilo das apurações, a C&M não comentará detalhes do processo, mas reforça que todos os seus sistemas críticos seguem íntegros e operacionais, e que as medidas previstas nos protocolos de segurança foram integralmente executadas”, escreveu a empresa.
Aos clientes afetados, a C&M comunicou que houve uma infecção em um certificado interno, mas não forneceu mais detalhes sobre a vulnerabilidade do sistema.
Vale destacar que nenhum grande banco foi afetado pelo ataque hacker.
Após o ataque cibernético, alguns bancos menores registraram instabilidade em sistemas, incluindo em pagamentos por meio do Pix. No entanto, não se trata de um problema generalizado no sistema.
"Quando a C&M desliga os acessos dos clientes, ela pode provocar alguma estabilidade. Isso certamente causa algum problema para essas instituições de pagamento que usam dos sistemas da fintech", disse uma fonte.
Uma delas foi a Credsystem, empresa especializada em soluções financeiras para o varejo, com foco em serviços de crédito e meios de pagamento para lojistas e clientes.
"O impacto direto nas operações da credsystem se restringe apenas ao serviço de PIX, que está temporariamente fora do ar por determinação do BACEN, porém nossos clientes poderão continuar utilizando normalmente e sem custo o serviço de TED", escreveu a empresa, em nota.
A BMP esclareceu que o roubo envolveu exclusivamente recursos alocados em sua conta de reserva no Banco Central (BC).
Isso significa que, embora o ataque tenha afetado diretamente o capital da companhia, ele não causou danos aos clientes, já que as contas de reserva são utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária e não têm relação com as contas dos clientes finais.
A BMP já registrou boletins de ocorrência tanto na Polícia Federal quanto na Polícia Civil, além de ter iniciado ações legais para investigar o caso.
Fundada em 1999, a BMP se autodenomina o "maior BaaS do Brasil". A empresa oferece produtos e serviços bancários que permitem que outras empresas, de diferentes setores, ofereçam serviços financeiros aos seus próprios clientes — uma solução que vai desde crédito até serviços bancários e contas correntes.
Atualmente, a BMP presta serviços para mais de 80 fintechs e 12 empresas listadas na bolsa, incluindo grandes nomes como Itaú Unibanco (ITUB4), Magazine Luiza (MGLU3) e Mercado Livre (MELI34).
Esse modelo de negócios tem ganhado destaque no mercado, pois permite que empresas de diversos setores entrem no universo dos serviços financeiros, algo que antes era restrito aos bancos e instituições financeiras tradicionais.
A resposta para essa pergunta ainda não está clara. Fontes próximas à investigação afirmam que, até o momento, nem as próprias instituições afetadas têm uma resposta definitiva sobre quem será responsável pelo prejuízo final.
De todas as formas, a BMP não pretende repassar esse prejuízo aos clientes.
Além disso, mesmo com o valor restante ainda não recuperado, a empresa deve se manter financeiramente estável, já que sua estrutura continua funcionando normalmente, afirmou uma pessoa próxima ao tema.
"A empresa vai perder recursos, mas consegue se sustentar", disse.
A própria BMP garante que "conta com colaterais suficientes para cobrir integralmente o valor impactado, sem prejuízo a sua operação ou a seus parceiros comerciais".
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026
Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações
Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo
Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante
A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima
Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027
Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques