Gol (GOLL4) avança na sua reestruturação e pede o cancelamento do registro de ações nos EUA
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração durante assembleia no dia 17 de fevereiro

A Gol (GOLL4) deu mais um passo rumo ao desfecho de sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
O conselho de administração da companhia aérea aprovou, por unanimidade, o pedido de cancelamento do registro de suas ações preferenciais na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
A decisão foi tomada durante assembleia no dia 17 de fevereiro e divulgada nesta quarta-feira (26) pela Gol.
O pedido também inclui a retirada das American Depositary Shares (ADSs), encerrando formalmente a presença da Gol no mercado de capitais norte-americano.
A medida ocorre após os American Depositary Receipts (ADRs) da empresa serem excluídos da Bolsa de Nova York também como parte do processo de recuperação judicial.
Além da solicitação à SEC, a diretoria foi autorizada a tomar todas as providências necessárias para concluir o procedimento.
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A reestruturação da Gol
A saída da Gol do mercado de capitais dos EUA é uma das etapas restantes para o desfecho da recuperação judicial no país norte-americano. O processo corre desde janeiro de 2024, quando a empresa entrou com o pedido para reestruturar dívidas bilionárias.
Em novembro de 2024, a companhia e sua controladora, Abra, fecharam um acordo com credores para reduzir a dívida em até US$ 2,5 bilhões. Como parte do plano, a Gol vai levantar até US$ 1,85 bilhão para quitar empréstimos e garantir mais dinheiro em caixa.
Em dezembro do ano passado, a Gol apresentou seu plano de reestruturação à Justiça americana, incluindo um novo plano de investimento para os próximos cinco anos.
A expectativa é que a empresa saia do processo até abril de 2025.
A fusão com a Azul que pode criar gigante na aviação brasileira
A finalização do plano de reorganização da Gol no Chapter 11 também é uma parte fundamental para a consumação do acordo de combinação de negócios com a Azul (AZUL4).
Vale lembrar que, em janeiro deste ano, as duas companhias aéreas assinaram um memorando de entendimentos para avaliar uma possível fusão de suas operações.
A proposta prevê que ambas as marcas continuem operando de forma independente, compartilhando aeronaves e otimizando suas rotas pelo país.
Juntas, as duas teriam uma participação de 60% no mercado nacional de aviação, superando os 40% da Latam, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
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