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A reação dos investidores aos números da Alphabet foi imediata: as ações chegaram a subir mais de 4% no after market em Nova York nesta quinta-feira (24)
Se a Alphabet está enfrentando problemas na justiça norte-americana, os números do primeiro trimestre fiscal de 2025 mostram a força da dona do Google — que superou as projeções de lucro e receita de Wall Street para o período.
Entre janeiro e março deste ano, a big tech reportou lucro líquido de US$ 34,540 bilhões, um aumento de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação foi de US$ 2,81 ante US$ 1,89 de um ano antes e de uma projeção de US$ 2,01 feita pela Bloomberg.
A receita da Alphabet somou US$ 90,234 bilhões no trimestre, um crescimento de 12% em termos anuais — um desempenho também acima da estimativa da Bloomberg de US$ 89,1 bilhões.
A receita com publicidade do Google atingiu US$ 66,8 bilhões, contra expectativas de US$ 66,4 bilhões. Já a receita do Google Cloud Platform foi de US$ 12,2 bilhões, contra expectativas de US$ 12,3 bilhões. O segmento registrou US$ 9,5 bilhões em receita no primeiro trimestre de 2024.
A reação dos investidores aos números foi imediata: as ações da Alphabet chegaram a subir mais de 4% no after market em Nova York. No pregão regular, os papéis terminaram o dia com avanço de 2,38%.
Junto com os resultados que superaram as projeções, a Alphabet também fez dois anúncios que interessam diretamente os investidores: o pagamento de dividendos e a recompra de ações.
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A dona do Google vai aumentar em 5% a distribuição de proventos, o que deve resultar em um pagamento trimestral de US$ 0,21.
Os acionistas que estiveram na base da companhia no dia 9 de junho de 2025 terão direito aos proventos, que serão depositados no dia 16 de junho deste ano.
O conselho de administração da Alphabet também autorizou a empresa a recomprar até US$ 70 bilhões adicionais em ações classe A e classe C. A expectativa agora é de que essas recompras sejam executadas periodicamente.
Embora o desempenho financeiro da Alphabet tenha vindo acima do que o mercado esperava, ele não esconde os problemas da companhia com a justiça.
Na semana passada, um juiz federal dos EUA concluiu que o Google detém um monopólio ilegal sobre o mercado de publicidade online, o que poderia forçar a empresa a vender ou reorganizar seus negócios de anúncios.
A perda ocorre menos de um ano depois de um juiz ter considerado que os negócios de busca e anúncios do Google também violaram as leis antitruste dos EUA.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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