Direcional (DIRR3) registra R$ 1,2 bi em vendas líquidas na prévia do 1T25 — ação se destaca com nova faixa do Minha Casa Minha Vida
Os números da prévia operacional da construtora vieram em linha com as expectativas, mas ação ganha destaque no mercado com Minha Casa Minha Vida

A Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do primeiro trimestre de 2025 na noite de quinta-feira (10), com R$ 1,33 bilhão em vendas líquidas — estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
Do total, foram R$ 843 milhões no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, e R$ 483 milhões no nicho de média renda (Riva), uma queda de 12% na comparação anual.
Nos primeiros meses do ano, a companhia lançou 17 projetos, somando um Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 901 milhões. O montante ficou praticamente estável na comparação anual, mas 13% abaixo das estimativas do BTG Pactual.
Do total, R$ 672 milhões referem-se ao segmento Minha Casa Minha Vida , representando um salto de 102% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os empreendimentos voltados à média renda, sob a marca Riva, totalizaram R$ 230 milhões — uma queda de 59% na base anual.
Os resultados vieram em linha com as expectativas do BTG Pactual, que reitera a recomendação de compra para as ações. Por volta das 14h, os papéis DIRR3 caem 1,66%, aos R$ 32.
“A Direcional registrou sólidos números de vendas no primeiro trimestre, reforçando sua excelente execução. Acreditamos que a empresa está bem posicionada para surfar o forte momento do MCMV e esperamos uma boa evolução dos lançamentos”, escrevem os analistas do BTG em relatório.
Leia Também
- VEJA TAMBÉM: Empresa brasileira que pode ‘surpreender positivamente’ é uma das 10 melhores ações para comprar agora – confira recomendação
Direcional: uma das principais beneficiadas pela nova faixa do Minha Casa Minha Vida
A empresa vem sendo apontada como um dos principais players do setor a se beneficiarem pelo anúncio da ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, com a Faixa 4 de renda para famílias que ganham entre R$ 8 mil e R$ 12 mil por mês, atendendo a imóveis de R$ 500 mil.
A companhia é uma das principais apostas no setor de BTG Pactual, Itaú BBA e Santander. Todos enxergam que ela está em uma posição altamente estratégica para capturar os ganhos da ampliação.
Na visão do BTG, trata-se de um “divisor de águas” para a companhia, que possui entre 20% e 30% das suas operações voltadas para a média renda.
Hoje, esse público é atendido no programa Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) da Caixa, que oferece juros anuais de cerca de 11,5%, versus os 10,5% oferecidos pelo MCMV com a ampliação.
O governo estima que essa medida beneficiará 120 mil famílias em 2025. Para o Itaú BBA, a recém-criada Faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida deve estimular uma forte demanda por moradias.
A expectativa é que esse movimento tenha impacto direto nos resultados das construtoras, com possível aumento das margens brutas, aceleração no ritmo de vendas e redução na necessidade de pagamentos pro soluto — modalidade em que o comprador arca com parte do valor do imóvel fora do financiamento.
Na quinta-feira (10), o governo anunciou um financiamento adicional de R$ 18 bilhões para o MCMV do Fundo Social do pré-sal. E isso é mais um ponto positivo na visão dos analistas do BTG.
Isso porque a evolução da produção de petróleo do pré-sal ainda está em seus estágios iniciais, portanto, espera-se um aumento nos fluxos de entrada para o Fundo Social.
“Prevemos R$ 24 bilhões em 2025, R$ 31 bilhões em 2026 e um pico de R$ 100 bilhões/ano quando a produção atingir a maturidade em 2030”, escrevem os analistas em relatório, considerando o barril de petróleo a US$ 70 e o dólar a R$ 6.
Isso indica que o fluxo de entrada do Fundo Social nos próximos anos deve atingir 5 vezes a injeção recentemente anunciada pelo governo no programa — o que sugere que a ampliação do MCMV é sustentável e pode até ser ampliada se for bem-sucedida e do interesse do governo.
ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS
Fundador do PagBank (PAGS34), Luiz Frias dá adeus ao conselho da dona da ‘moderninha’; o que muda para a empresa?
24 de agosto de 2026 - 12:07MAIS PRAZO PARA NEGOCIAR
Braskem (BRKM5) avança para pedir recuperação extrajudicial com mais de US$ 10 bilhões em dívida, diz jornal
24 de agosto de 2026 - 8:49DEFESA
Nova aposta dos irmãos Batista: Joesley e Wesley compram Avibras, maior indústria bélica do país e que está em profunda crise
22 de agosto de 2026 - 9:24BOM NEGÓCIO
A venda de fatia da Rumo (RAIL3) resolve os problemas da Cosan (CSAN3)? Veja o que diz o Citi
21 de agosto de 2026 - 16:12O TETO AINDA ESTÁ LONGE
Nubank ainda tem muito chão para crescer no Brasil; “pote de ouro” está justamente onde os bancões querem brigar
21 de agosto de 2026 - 13:31SONHO VIRANDO REALIDADE, MAS A QUE CUSTO?