Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022

A Cosan (CSAN3) quer começar 2026 com tudo. Para melhorar sua situação financeira, ela anunciou uma operação de R$ 4 bilhões para renegociar a estrutura financeira ligada à Compass Gás e Energia.
Na transação, Bradesco BBI e BTG Pactual adquiriram ações preferenciais, em proporções iguais, da Cosan Dez Participações, subsidiária do conglomerado Cosan e que concentra a participação da companhia na Compass, de acordo com o fato relevante divulgado na noite desta terça-feira (30).
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022.
Como parte do acordo, a Cosan concedeu aos bancos investidores um direito de venda sobre as ações da Cosan Dez, que pode ser exercido em uma ou mais oportunidades e de forma escalonada, a partir dos quinto, sexto e sétimo aniversários da operação – permitindo a redução do custo financeiro associado à transação anterior.
O investimento corresponde a cerca de 23% do capital social total da Cosan Dez, com base no valor do patrimônio da empresa (equity value) e confere ao Bradesco BBI e ao BTG Pactual, em conjunto, direitos políticos equivalentes a 9,98% do capital votante.
O pesadelo da dívida da Cosan
A Cosan (CSAN3) passou por um ano cheio de desafios em 2025, principalmente por causa do alto nível de endividamento da sua subsidiária Raízen.
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A Cosan recentemente fez um follow-on, considerado um passo importante por reduzir o endividamento e proporcionar à empresa flexibilidade adicional para implementar sua estratégia de desinvestimento de portfólio nos próximos anos.
Porém, a empresa precisa reduzir ainda mais sua alavancagem, e uma venda de ativos bem sucedida continua fundamental para melhorar seu endividamento.
No dia 16 de dezembro, a Fitch ratings revisou a perspectiva da Cosan para negativa. A decisão da agência de classificação de risco reflete a elevada alavancagem da Cosan e sua contínua dependência de desinvestimentos para reduzir estruturalmente a pressão sobre seu perfil financeiro.
Para o BTG, será necessário um aumento de capital de cerca de R$ 10 bilhões para a produtora de etanol e distribuidora de combustíveis. Já segundo o JP Morgan, seriam necessários R$ 18 bilhões, quase o valor de mercado da holding, de R$ 20 bilhões.
Porém, para o BTG, a empresa tem potencial para se recuperar no ano que vem. Um dos motivos para o otimismo é o portfólio variado da holding.
Os analistas do banco destacam que a Cosan tem presença em diferentes áreas: açúcar e etanol com a própria Raízen, logística e agronegócio com a Rumo (RAIL3) e a Radar, lubrificantes automotivos com a Moove e distribuição de gás pela Compass.
Eles afirmam que, embora essa diversidade traga complexidade, também abre muitas oportunidades de criação de valor com a nova governança e estrutura de capital.
Com Money Times
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