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A empresa afirma que o movimento de liquidação dos derivativos reduz chance de diluição dos acionistas e surfa bom momento para os papéis na bolsa
A Tenda (TEND3) anunciou na manhã desta segunda-feira (10) a liquidação antecipada de contratos de derivativos com Itaú e Bradesco, em um movimento que resultou em um caixa bruto de R$ 43 milhões para a empresa.
Esses contratos funcionam como acordo para comprar ou vender ações no futuro a um determinado preço combinado e estavam ligados ao programa de stock options da companhia, que remunera executivos com os papéis de acordo com seu desempenho.
A construtora também decidiu em assembleia sobre a recompra de 4,6 milhões de ações. Isso será feito a preços de mercado, por meio de operação privada, até o próximo dia 23 de junho, sem impacto no controle acionário ou na gestão da companhia. As ações serão usadas justamente para o programa de remuneração aos acionistas.
As liquidações envolvem 100% dos contratos lastreados em 4,5 milhões de ações firmados com o Itaú, além de parte dos acordos com o Bradesco — cerca de 100 mil papéis — ambos celebrados no segundo semestre de 2024.
Segundo o fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essa antecipação mitiga o risco de diluição dos atuais acionistas com o exercício dos programas de stock options.
Isso porque, ao liquidar esses contratos, a Tenda troca uma obrigação de entregar ações no futuro por dinheiro agora — que pode ser usado para evitar emissão de ações. Assim, a empresa pode usar esse caixa para comprar ações no mercado ao invés de emitir novas para o programa de stock options.
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A empresa também citou o ganho com a valorização das ações como outro ponto positivo da operação, dado que TEND3 já dobrou de valor na bolsa desde o começo do ano. Os papéis eram negociados a R$ 25,07 no fechamento da última segunda-feira (9).
Mesmo após liquidar parte dos contratos de derivativos, a Tenda ainda possui instrumentos atrelados a 7,6 milhões de papéis com Santander e Bradesco.
Segundo o Conselho de Administração da companhia, as operações não comprometem sua liquidez nem o pagamento de dividendos obrigatórios.
A Tenda vive um excelente momento na bolsa de valores, no embalo do ânimo com o programa Minha Casa Minha Vida. O Seu Dinheiro conversou com o CFO da empresa, Luiz Mauricio Garcia, sobre o que esperar do negócio daqui para a frente.
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