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Debenturistas aprovaram as alterações propostas pela varejista, mas ainda precisa do aval do Cade
O anúncio da compra de R$ 1,6 bilhão em dívidas da Casas Bahia (BHIA3) pela Mapa Capital mal foi digerido pelo mercado. Ainda assim, a medida rendeu mais um passo para a entrada da gestora no quadro acionário da varejista.
A Casas Bahia (BHIA3) anunciou que os debenturistas aprovaram as alterações propostas no Plano de Transformação da Estrutura de Capital, que inclui medidas para viabilizar a entrada da Mapa Capital como acionista majoritária da companhia.
As deliberações são referentes à 10ª emissão de debêntures e incluem:
As mudanças são parte central da negociação com o grupo Mapa Capital, que firmou um acordo com o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3) para adquirir as debêntures de segunda série da décima emissão das Casas Bahia.
Assim, a Mapa Capital negocia a compra de todo o estoque de dívida conversível em ações. Estimada em cerca de R$ 1,6 bilhão, essa parte da dívida vinha sendo negociada pela varejista com os bancos.
A gestora já comunicou que pretende realizar a conversão das debêntures conversíveis em ações ordinárias logo após a efetivação da transferência. Com a operação, a gestora deve adquirir participação majoritária na varejista.
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Segundo a Casas Bahia, a expectativa é que a conversão seja concluída até o fim de agosto de 2025.
Em busca da rentabilidade perdida, a Casas Bahia decidiu “voltar às origens”. Desde meados do ano passado, a varejista vem reduzindo o escopo de apostas em produtos, cortando custos e despesas e priorizando segmentos mais lucrativos para o negócio.
Em meio à reestruturação, a empresa fez uma captação de recursos por meio da 10ª emissão de debêntures. Essa emissão, realizada em julho de 2024, foi dividida em três séries:
Quase um ano após a emissão, a varejista conseguiu chegar a um entendimento com os credores para converter essas dívidas em ações, o que reduziu o endividamento da Casas Bahia em R$ 1,6 bilhão.
Assim, a companhia vai converter toda a 2ª série da 10ª emissão de debêntures, enquanto Bradesco e Banco do Brasil, detentores dos papéis, vão vender as ações para a Mapa Capital.
Vale lembrar, porém, que a operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
*Com informações do Money Times.
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